Palmeiras se dá bem na altitude

Marcos Assunção volta a fazer a diferença em cobrança de falta e garante vitória que deixa time perto da classificação

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2010 | 00h00

O Palmeiras voltou a usar a precisão de Marcos Assunção nas cobranças de falta como trunfo na Copa Sul-Americana. A exemplo do gol que havia dado a classificação contra o Vitória, na fase anterior, o meia assegurou ontem o triunfo de 1 a 0 sobre o Universitario de Sucre, na Bolívia. Com isso, um empate em casa, na quarta-feira, vai garantir o time de Felipão nas quartas de final.

Diante de um rival pouco qualificado, o Palmeiras não soube se impor e foi bastante pressionado, especialmente na etapa final. Além da atuação pouco inspirada, o time ainda teve de superar o péssimo gramado do Estádio Olimpico Patria e os 2.800 metros de Sucre. Antes do jogo, o volante Edinho passou mal e nem sequer entrou em campo, dando lugar a Pierre.

A saída de Valdivia, ainda no primeiro tempo, comprometeu a criatividade da equipe. O chileno voltou a sentir a coxa esquerda (a mesma que o havia tirado dos treinos durante a semana) e será avaliado hoje.

A vitória simples, porém, confirmou o bom momento do Palmeiras, que completou sete jogos de invencibilidade. "Valeu a pena o esforço de vir no domingo. Tivemos alguma sorte, pois o time do Sucre teve duas ou três chances vivas de gol. Mas podemos reclamar do impedimento e do pênalti no Rivaldo", disse Felipão, referindo-se a gol de Lincoln mal anulado. "Mas não saímos daqui classificados."

Homenagem. O Palmeiras entrou em campo portando a bandeira da Bolívia e uma faixa homenageando os 33 mineiros libertados após 69 dias em uma mina no Chile - um deles era boliviano. Conquistando a simpatia da torcida local, os palmeirenses foram aplaudidos.

Com a bola rolando, porém, nada de cordialidade. O Universitario começou no ataque e acuou o Palmeiras na base da correria. Com boa marcação, o time de Felipão segurou o ímpeto dos donos da casa e conseguiu equilibrar o jogo a partir da metade da etapa inicial.

Após a marcação da uma falta pelo lado esquerdo, na entrada da área, Marcos Assunção se ajeitou para a cobrança e deu esperança à torcida alviverde. Com categoria, o volante bateu por cima da barreira e deixou imóvel o goleiro Lampe para abrir o placar.

A empolgação palmeirense, porém, sofreu duro golpe a 10 minutos do intervalo, com a saída de Valdivia. Até então com exibição discreta, o chileno sentiu a coxa esquerda ao arrancar para puxar um contra-ataque. Imediatamente, deitou no gramado e pediu atendimento. Saiu de maca para dar lugar a Lincoln, que teve atuação apagada.

Até o fim do primeiro tempo, o Palmeiras conseguiu levar o jogo com tranquilidade e segurou a vantagem. Após o intervalo, no entanto, o time de Felipão teve vida dura para manter a vitória.

Sem força para puxar contra-ataques, o Alviverde ficou na defesa e só não levou gol graças à incompetência do ataque boliviano. Aos 21, em impressionante sequência de erros, a bola foi cabeceada na trave de Deola, bateu na zaga palmeirense quase em cima da linha e foi chutada para fora. A torcida do Universitario, que embalou junto com o time, aos poucos foi perdendo a esperança e diminuiu a pressão.

Até o fim, bastou ao Palmeiras segurar a vitória, que poderia ser até mais ampla. A 10 minutos do fim, a arbitragem anulou erradamente gol de Lincoln, apontando impedimento que não existiu. Pouco depois, Rivaldo foi derrubado na área, mas o juiz mandou o lance seguir. O apito final, porém, trouxe alívio ao esgotado time palmeirense.

Desde segunda-feira na Bolívia, a equipe brasileira retorna hoje a São Paulo e inicia a preparação para o jogo de domingo contra o Ceará, em Barueri, pelo Campeonato Brasileiro. Se passar pelo Universitario de Sucre na quarta-feira, pela Sul-Americana, o Palmeiras vai enfrentar nas quartas de final o vencedor do duelo entre o Santa Fe, da Colômbia, e o Atlético-MG.

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