Palmeiras se fecha e vence no Olímpico

Com 4 volantes, time faz 2 a 1 no Grêmio na volta de Felipão ao estádio de suas primeiras glórias. Domingo tem clássico

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

Contra o São Paulo, domingo, no Pacaembu, o torcedor palmeirense espera que o time faça justamente o que mostrou ontem no Olímpico, com garra e força na marcação - porém, com uma melhor qualidade ofensiva. O triunfo por 2 a 1 sobre o Grêmio deu força para o clássico paulista, mas há o temor que uma nova pane aconteça na equipe.

O Palmeiras não consegue fazer duas boa partidas seguidas e os jogadores vivem dizendo que é preciso um pouco mais de atenção e concentração durante os confrontos. Ontem, o clássico com uma equipe que vinha em ascensão, com cinco partidas de invencibilidade. Mas o Grêmio não fez por merecer nem o empate diante de sua torcida.

Na sua volta ao Olímpico após 10 anos, Luiz Felipe Scolari pôde comemorar no estádio em que conquistou os seus primeiros títulos, no comando do Grêmio. Bem do seu jeito, armou o Palmeiras com quatro volantes, fechando o time. E conseguiu acabar com uma sequência de quatro jogos sem vitória.

Como vem acontecendo, mais uma vez o Palmeiras não mostrou um futebol de qualidade. Felipão não se cansa de dizer que primeiro tem de arrumar o setor defensivo para depois pensar em atacar. E assim tem sido os jogos do time. Em Porto Alegre, a vitória até poderia ter sido com mais gols, mas para que tentar o terceiro se 2 a 0 já estava bom? Com o placar favorável, o treinador fechou mais a equipe.

Todo mundo sabe que o ponto forte de Marcos Assunção é a bola parada. E, quando teve uma falta na entrada da área para cobrar, ele não desperdiçou a chance e fez 1 a 0 aos 14 minutos. Na melhor oportunidade para empatar, Jonas cabeceou e Deola fez boa defesa.

Ao fazer 2 a 0 aos dois minutos do segundo tempo - Marcos Assunção levantou e Ewerthon, de cabeça, concluiu -, o Palmeiras poderia ter tido mais vontade de balançar as redes. Felipão, porém, preferiu tirar Ewerthon para a entrada de Valdivia. E o chileno, além de não ter atacado nada, jogou mais na marcação.

O Grêmio dominou todo o segundo tempo, mas demorou para mostrar algo mais além de toques de lado e cruzamentos errados. Foram apenas três chances criadas, as três com Jonas. Primeiro, o atacante acertou a trave. Depois, chutou para fora. Na última delas, conseguiu o gol - já aos 46 minutos.

Kleber, com atuação apagada, levou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o São Paulo.

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