Palmeiras se impõe e volta do PR com a vaga

Time domina o Atlético, leva susto, mas arranca empate (1 a 1) e avança. Pega Atlético-GO ou Santa Cruz nas quartas

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2010 | 00h00

O Palmeiras passou por mais um adversário na sua busca do título da Copa do Brasil. Faltam três, e o próximo sairá do desafio entre Atlético Goianiense e Santa Cruz, que se enfrentam hoje. Ontem, contra um outro Atlético, em Curitiba, empatou por 1 a 1 e avançou, porque havia vencido por 1 a 0 na semana passada. Mas não faltou sofrimento e o gol da vaga só saiu no fim, com o meia Lincoln.

O confronto na Arena da Baixada foi marcado por protestos (ver abaixo). Na primeira partida entre os times, os zagueiros Danilo e Manoel se estranharam. O atleticano acertou uma cabeçada no palmeirense, que deu uma cusparada no rosto do rival e o chamou de "macaco". O caso terminou na polícia e criou-se uma tensão para o jogo de ontem. Na hora em que todos os jogadores se cumprimentam, um não olhou para o outro. Mas quando a bola rolou os dois não mais se estranharam.

Abalado pelo episódio da semana anterior e, principalmente, pela perda do título paranaense - o Coritiba fez a festa no domingo -, o Atlético entrou nervoso em campo. O Palmeiras dominou a partida desde o começo, mas deixou sua torcida nervosa por errar tanto na hora de finalizar. E quantos erros!

Quando Bruno Costa derrubou Lincoln na área aos 15 minutos e foi expulso, o cenário poderia ter sido totalmente diferente se Robert tivesse aproveitado a cobrança de pênalti. Tentou a paradinha, sem sucesso, e Neto defendeu. "Bati fraco na bola e assumo a responsabilidade pelo que acontecer no final", declarou o atacante, torcendo por um resultado positivo.

Sem Paulo Baier, suspenso, o Atlético perdeu força na sua principal arma: as bolas aéreas. No primeiro tempo, chegou com perigo apenas com Javier Toledo, que acertou a rede pelo lado de fora. Na segunda etapa, viu um adversário avançar e desperdiçar várias chances. E por pouco não conseguiu surpreender com um atleta a menos.

Para explorar a vantagem numérica em campo, o técnico Antônio Carlos tirou o volante Pierre para a entrada do atacante Ewerthon. O Palmeiras aumentou seu poder ofensivo, mas esbarrou nas suas próprias falhas. "Com um a mais, ficava fácil chegar próximo à área rival. Mas na hora de a gente se infiltrar estava difícil", explicou Diego Souza, que teve mais uma fraca atuação. "Deixamos um pouco a desejar."

A história do jogo quase mudou quando o árbitro Gutemberg Fonseca anotou pênalti inexistente de Léo em Bruno Mineiro e Alan Bahia marcou o gol que levaria a decisão do classificado para as penalidades, aos 34 minutos. Mas, na melhor jogada que conseguiu armar, o Palmeiras empatou, aos 43. Márcio Araújo cruzou e Lincoln, o melhor do time, estava sozinho para deixar sua marca. "Essa classificação é para o Danilo e para o Robert", disse Ewerthon. O camisa 20 do time deve mesmo agradecer.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.