Palmeiras segura empate apesar de duas expulsões

Time ficou com nove em campo e por pouco não conseguiu vitória sobre o Avaí, na Ressacada

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2011 | 00h00

Tudo conspirava para mais uma derrota em Florianópolis. O Palmeiras passou a maior parte do tempo com dez jogadores e ficou com nove no início da etapa final. Mas, mostrando uma dedicação bem acima da que teve nos últimos jogos, a equipe alviverde conquistou o empate por 1 a 1 com o Avaí e evitou mais um vexame fora de casa.

Antes do jogo, o elenco palmeirense fez um tal "pacto pela Libertadores", em que todos prometeram mudar a postura e lutar com todas as forças para buscar a vaga na competição.

O que deveria ser uma obrigação em todos os jogos - a dedicação - se tornou virtude de um time limitado tecnicamente e que tem conseguido alguns resultados na base dos cruzamentos para a área de Marcos Assunção, na esperança de que alguém desvie a bola para o gol. Ontem não foi diferente. Chico acertou a cabeçada.

Mas a falta de sorte está no lado verde. Logo aos cinco minutos de jogo, Batista chutou, a bola desviou em Henrique e enganou o goleiro Marcos. Para piorar, aos 23 minutos, Rivaldo cometeu falta dura e foi expulso.

A equipe sentiu a expulsão e se fechou. Felipão contribuiu com isso, sacando o grandalhão Fernandão (de 1,91m) - um erro para uma equipe que tem como ponto forte a bola aérea.

Mas, ironicamente foi seu substituto, o lateral Gerley, quem começou a jogada do gol de empate. Ele dominou a bola na esquerda e foi derrubado por Pedro Ken. Marcos Assunção cobrou falta na cabeça de Chico, que deixou tudo igual.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou disposto a virar o placar, mas não contava com mais uma expulsão infantil. Desta vez foi Gerley quem acertou um "carrinho" covarde em Dirceu e recebeu cartão vermelho direto.

Com dois a menos, Felipão mandou Luan para a esquerda e jogou o time para cima do adversário. O Avaí, por sua vez, fez uma força enorme para levar o gol, cometendo diversas faltas na intermediária para Assunção jogar na área.

E, para aumentar ainda mais o drama, aos 16 foi a vez de Rafael Coelho ser expulso, por fazer uma falta violenta em Kleber.

Isso fez com que o Palmeiras acreditasse ainda mais que poderia vencer, tanto que se empolgou demais em subir para o ataque e quase foi surpreendido. William saiu duas vezes à frente do gol, mas a defesa do time paulista salvou.

O Palmeiras respondeu com a bola parada de Assunção. Em uma delas, o volante bateu escanteio e se não fosse o goleiro Felipe marcaria um gol olímpico.

Apesar da necessidade de vencer a partida e estar com um a menos, o time alviverde em momento algum apelou para a violência e mostrou serenidade para tentar a vitória. Mas só dedicação não adiantou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.