Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Palmeiras segura o Corinthians, atual campeão mundial

Em reconstrução desde o rebaixamento para a Série B, Alviverde encara o Corinthians e sua torcida e sai recompensado com o empate no Pacaembu

MARCIUS AZEVEDO, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h01

são paulo - O Corinthians entrou em campo para enfrentar o Palmeiras como favorito pela condição de campeão do mundo, inclusive com os 10 dos 11 titulares que derrotaram o Chelsea no Japão, mas não conseguiu prevalecer no clássico. O empate por 2 a 2, ontem, no Pacaembu, acabou sendo uma demonstração de força do Alviverde, que tenta se reerguer após ser rebaixado à Série B no Brasileiro do ano passado.

Os primeiros 25 minutos do clássico foram de intenso massacre do Corinthians. O placar poderia apontar, sem exageros, 4 a 0 para o Alvinegro. O time de Tite fez valer de sua maior organização para se sobressair no jogo. Os palmeirenses até se aplicavam na marcação, com muita intensidade, mas vontade, muita vezes, não resolve. O que vale mesmo é bola na rede.

O Corinthians deixou o torcedor com o grito preso na garganta duas vezes até chegar ao gol. Primeiro foi Jorge Henrique, que preferiu a força ao jeito e mandou uma bomba no travessão com Fernando Prass fora de ação. Pouco depois, Paulinho, de cabeça, quase acertou o ângulo.

O 1 a 0 nasceu de uma cobrança de falta de Fábio Santos na área aos 18 minutos. Márcio Araújo se confundiu na marcação de Paulo André, que ajeitou de cabeça para Emerson chutar rasteiro, no canto. Guerrero mandou mais uma bola na trave três minutos após o gol.

Mudança de rumo. Depois do lance com o peruano o clássico se transferiu de mãos. Os palmeirenses pararam de correr e abriram os olhos para as fragilidades do rival. O Corinthians não é infalível. As laterais são vulneráveis. E foi o caminho encontrado pelo Palmeiras.

A equipe de Gilson Kleina passou a explorar as beiradas do campo. E chegou ao empate. Em uma cobrança de falta curta pelo lado esquerdo, Wesley levantou bola na área e Vilson rompeu com velocidade para marcar de cabeça, se aproveitando da desatenção de Paulo André e Ralf.

O Palmeiras poderia ter ido para o intervalo até com folga no placar. Com espaço para atacar, Wesley, que não recebia nenhuma atenção da marcação corintiana, tropeçou nas próprias pernas em duas oportunidades. Cássio também defendeu bons chutes de Márcio Araújo e Weldinho de fora da área.

O domínio palmeirense foi traduzido em bola na rede no começo do segundo tempo. E dois detalhes se repetiram: o gol nasceu em uma falta cometida na lateral do campo e em cobrança de Wesley. Apenas o autor foi outro: Vinícius, até então apagado no clássico, aproveitou falha de Cássio ao tentar cortar o cruzamento, para marcar de cabeça.

Alterações. Tite deu mais alguns minutos para ver se o time mostrava alguma reação e, ao não ver qualquer esboço de uma resposta positiva, fez três mudanças em seis minutos: Romarinho, Renato Augusto e Alexandre Pato entraram nos lugares de Alessandro, Danilo e Guerrero, respectivamente.

A qualidade de Pato e a predestinação de Romarinho, que parece nascido para jogar contra o Palmeiras, igualaram o clássico aos 26 minutos. O primeiro dominou uma ligação direta de Cássio com classe e, na segunda tentativa de passe para a entrada da área, encontrou Romarinho, que bateu rasteiro para anotar o seu quarto gol em três jogos contra o rival.

Dali até o fim, o clássico foi de um futebol pobre, sem emoção. Os dois times se mostraram mais preocupados em não perder. A única exceção foi uma linda bicicleta de Paulinho já nos acréscimos, que fez com que todos prendessem a respiração até a bola sair. Corintianos e palmeirenses agora aguardam a chance de ter mais um clássico no ano. Este pode ter sido o único.

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