Palmeiras sem identidade na Bahia

Muricy Ramalho é obrigado a mudar a equipe pela décima vez em dez jogos, hoje, contra o instável Vitória

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2009 | 00h00

Muricy Ramalho faz hoje o seu décimo jogo no comando do Palmeiras. Nas nove rodadas anteriores, o torcedor assistiu a nove formações diferentes. Contra o Vitória, às 16 horas, em Salvador, o treinador terá novamente de mudar a equipe: não vai contar com os machucados Pierre e Maurício Ramos e o suspenso Diego Souza.

Para manter a liderança do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras terá de superar uma daquelas rodadas que Muricy considera ruim: enquanto seu time joga fora de casa, os principais concorrentes (Inter e São Paulo) atuam em seus estádios. "Para ser campeão tem de ganhar fora", declarou.

Além de jogar em campo desconhecido e de encarar o calor baiano, o Palmeiras tem de superar seus próprios problemas. Na sexta-feira, Muricy reclamou que não tem um substituto à altura de Diego Souza. Para ele, o título só aparece para a equipe que conta com mais de 11 bons titulares. "O fundamental é o plantel, não o time", afirmou.

Muricy não conseguiu repetir a mesma formação desde que assumiu o Palmeiras, há nove jogos. Por isso, já deu chances para quase todos os jogadores do elenco. No total, 24 atletas entraram em campo. Poucos ainda não ganharam oportunidade, como os jovens Anselmo e Felipe e o chileno Figueroa, que não estreou.

O técnico gosta de inovar. No São Paulo, elogiava quando os jogadores mostravam versatilidade em poder atuar em várias posições. No Palmeiras, não faz diferente. Diego Souza, apesar de ter dito várias vez que prefere atuar na meia, já foi adiantado no ataque. Marcão também fez função de zagueiro e lateral-esquerdo. Edmílson é outro que pode atuar como volante ou zagueiro - sua função hoje.

Assim que chegou ao Palestra Itália, Muricy avisou que esperava mais contratações. Até agora dois atacantes chegaram: Vagner Love, que estreia amanhã e é titular, e Robert, que dificilmente terá chance no time. O meia-atacante Edno, da Portuguesa, segue nos planos da diretoria. O importante, segundo o técnico, é ter um bom banco de reserva, com opções, para poder utilizar as peças sem perder qualidade quando um titular estiver ausente. Hoje, contra o Vitória, ele já sente a falta de um reserva para Diego Souza. Sandro Silva é o favorito para a vaga. A liderança está em jogo em Salvador. E o Palmeiras tem de mostrar longe de casa e sem sua estrela que segue forte na briga pelo título.

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