Palmeiras só empata e é vaiado

O 1 a 1 diante do Bahia no Canindé revoltou os torcedores, que chamaram o Alviverde de time ''sem vergonha''

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

Difícil fora de campo, complicado dentro das quatro linhas. Não bastasse o conturbado momento que vive, com brigas entre treinador e diretoria, o Palmeiras segue com dificuldades de obter um resultado positivo. Na noite de ontem, chegou a cinco jogos sem vencer (um pela Sul-Americana e quatro pelo Brasileiro), ao empatar com o Bahia por 1 a 1, no Canindé.

Para complicar a situação, o time começa no domingo uma série de desafios para lá de complicada. O primeiro deles é o clássico contra o São Paulo, no Morumbi, e Felipão vai ser obrigado a mudar o time: Valdivia, Gerley e Thiago Heleno estão suspensos, e Dinei sofreu estiramento muscular na coxa esquerda.

Após o São Paulo, o time encara o Vasco na quinta-feira, precisando vencer para seguir na Sul-Americana (perdeu a ida por 2 a 0). E no outro domingo tem o Corinthians pela frente, em Presidente Prudente.

Apesar da formação que treinou terça e quarta-feira, com Maikon Leite no lugar de Luan, Felipão resolveu manter o mesmo time da última rodada. Maikon, no entanto, ganhou chance logo aos seis minutos, com a lesão de Dinei. E pouco depois já acertou a trave. Kleber foi outro que carimbou o poste.

A partida no Canindé (estádio onde o time vinha invicto no ano, com oito triunfos e um empate) parecia muito lembrar a de domingo, quando o Palmeiras dominou o Vasco no Rio e acabou perdendo por 1 a 0. Ontem, mais uma vez a equipe atuou melhor e pecou nas finalizações.

O Bahia resolveu jogar no contra-ataque. E a principal orientação do técnico René Simões era para não cometer faltas perto da área. Violentos, os visitantes não obedeceram a orientação do treinador, mas as faltas cobradas por Marcos Assunção esbarraram no bom goleiro Marcelo Lomba.

Apesar de dono do jogo, o Palmeiras deu espaços ao adversário, muito por conta de erros próprios. Quando Cicinho falhou, Júnior não aproveitou dentro da área.

Aos 10 minutos do segundo tempo, o Palmeiras fez a festa dos poucos torcedores que resolveram ir ao Canindé (6.266 pagantes). Boa jogada de Cicinho pela direita e chute certeiro de Valdivia, amenizando as críticas do poder ofensivo do time - eram mais de 300 minutos sem gol. Kleber, porém, chegou ao seu nono jogo sem balançar as redes.

Com o Palmeiras, porém, nada é fácil, como bem sabe sua torcida. E o que poderia ser sinal de vitória tranquila se transformou em pressão do Bahia. Primeiro, Diones perdeu gol incrível, sozinho na área. E aos 23, em mais uma daquelas falhas em bola aérea, Titi empatou. Em seguida, Marcos ainda salvou o que seria a virada adversária.

Felipão colocou Chico no lugar de Márcio Araújo e Tinga na vaga do vaiado Luan. O Bahia perdeu gol de um lado, Kleber desperdiçou de outro. Nem Marcos Assunção, com uma falta para cobrar na entrada da área aos 45, conseguiu vencer a barreira.

No último minuto, Marcelo Lomba fez milagre ao defender chute de Maikon Leite. A crise alviverde continua.

"A torcida tem direito de reclamar. Temos de abaixar a cabeça e treinar", disse Maikon Leite, após ouvir as vaias direcionadas ao time.

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