Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Palmeiras sofre com conflitos internos

Equipe inicia temporada, sábado, contra o Botafogo, sob tensão, com desentendimento entre atletas e diretor, e brigas políticas às vésperas da eleição

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - O Palmeiras começa 2011 com brigas e discussões. O time que estreia no Campeonato Paulista no sábado, contra o Botafogo, no Pacaembu, não terá nenhuma cara nova. Por enquanto, os 11 que entrarão em campo são os mesmos que terminaram 2010. A confusão no clube, porém, segue a mesma - ou até mais intensa.

A cinco dias da escolha do novo presidente, o Palmeiras vive situação conturbada nos bastidores. A oposição ganhou força depois que a situação não fechou em apenas um nome. Como Paulo Nobre e Salvador Hugo Palaia não chegaram a um consenso e brigam para suceder Luiz Gonzaga Belluzzo, Arnaldo Tirone leva vantagem para comandar o clube nos próximos dois anos. O oposicionista, aliás, vem com o apoio da velha guarda alviverde - e, nesse caso, o principal nome é Mustafá Contursi.

O fim de 2010 mostrou um pouco como seria este começo de ano. Valdivia disparou contra Felipão e Wlademir Pescarmona, diretor de futebol. O chileno afirmou que teria sido obrigado pelo treinador a jogar mesmo com dores na coxa esquerda, e ainda reclamou de uma carta de recomendação para as férias, que se negou a assinar.

Pescarmona é mal visto pelo elenco. O cartola assumiu o cargo após a licença médica de Belluzzo. Ele, no entanto, entrou em choque com vários atletas (Marcos, Kleber e Marcos Assunção) após uma série de declarações. O último atrito foi com Danilo. Sem dizer nomes, mas se referindo ao diretor, ele reclamou: "Alguém falou que o Palmeiras tinha de cortar gastos, por isso negociaria Edinho, Pierre e eu, mas então eu quero saber quem está com metade do meu salário, porque eu não estou ganhando tudo o que falaram", declarou, na quarta.

No mês passado, o Palmeiras ignorou uma proposta do Bari pelo empréstimo do jogador - achou a oferta muito baixa. Danilo preferiu não comentar esse assunto. "Como o diretor disse que não chegou nada, não tenho de falar nada sobre isso. Se ele falou que não chegou nada, ele que responda."

Dos jogadores citados por Danilo para sair, Edinho já deixou o clube. Foi para o Fluminense, em troca do atacante Adriano "Michael Jackson". Quem também fechou foi o zagueiro Thiago Heleno (já apresentado), Cicinho (o lateral-direito do Santo André foi anunciado ontem) e Maikon Leite - este, entretanto, só deve trocar o Santos pelo Palmeiras em junho.

Para quem sonhava com Ronaldinho Gaúcho - e até tinha a certeza de que contaria com o craque -, os reforços até agora são poucos. "Infelizmente os nossos reforços chegaram um pouco depois", reclamou Felipão. "A direção tem de ver quem tem de contratar ou não. Ela faz o que pode dentro da disponibilidade do clube."

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