Palmeiras sonha com entrada definitiva no G4

Embalado, time de Luxemburgo planeja vitória sobre a Ponte Preta, no Palestra, e vaga entre os 4 primeiros

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2008 | 00h00

Vanderlei Luxemburgo chegou a dizer que a classificação palmeirense para as semifinais do Estadual seria mais doída do que o imaginado, por causa dos vários tropeços que a equipe teve na competição. Ainda restam seis jogos para o fim da primeira fase. E hoje, contra a Ponte Preta, às 21h45, no Palestra Itália, o time tem a chance de entrar no grupo dos quatro melhores classificados. Basta vencer.É ganhar os 3 pontos e se preparar para o clássico de domingo, contra o São Paulo, em Ribeirão Preto. Por mais que os jogadores tentem, impossível esquecer o jogo do fim de semana. "Com a vitória podemos entrar no G4 e jogar o clássico com tranqüilidade", falou Wendel, que fica com a vaga do suspenso Diego Souza. "Se conseguirmos a vitória, a nossa moral para o clássico será totalmente diferente. Nossos dois próximos jogos são fundamentais, pois são confrontos diretos", disse Denilson, que hoje ocupará a vaga de Valdivia, outro suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo no domingo, no triunfo por 5 a 2 sobre o Bragantino.Luxemburgo foi obrigado a mudar a equipe. Perdeu os dois principais jogadores, justamente aqueles que faziam a armação das jogadas: Diego Souza e Valdivia, além do goleiro Marcos, expulso na última rodada. Assim, o treinador deve adiantar Léo Lima, para fazer dupla com Denilson no meio-campo ofensivo. E o ex-jogador do São Paulo, autor de dois gols contra o Bragantino, está otimista."Voltei a me sentir jogador, perdi peso. Tinha perdido um pouco a alegria de jogar futebol." Denilson se refere aos últimos três anos, quando esteve longe do futebol brasileiro. "Agora estou perto da família, com confiança. Recuperei a forma física, voltei a sorrir, a estar feliz e isso está refletindo dentro de campo."O atleta está agora numa nova função. Deixou um pouco todos aqueles dribles que marcaram sua carreira para ajudar mais a equipe. "Estou gostando da experiência, antes era um ponta-esquerda nato", contou. "Hoje jogo atrás dos atacantes, com mais movimentação."O meia-atacante de 30 anos não se intimida em fazer a função do principal atleta do time, Valdivia. Ele só quer uma coisa: "Não deixar o nível do Palmeiras cair."Contra a Ponte Preta, segunda colocada e há quatro jogos sem vitória, Denilson pede um Palmeiras ofensivo. A partida é em casa, a torcida deve lotar o estádio e o time precisa dos 3 pontos. "Vai ser importante a nossa atitude", falou atleta. "Desde o primeiro momento temos de atacar a Ponte. A mentalidade é essa."A partida de hoje será a segunda que o Palmeiras fará no Palestra na temporada, após as reformas no estádio. Na primeira, no dia 23, Luxemburgo foi expulso de campo e o time não saiu do empate por 1 a 1 com o então lanterna Rio Preto. No fim, vaias da torcida. Hoje, esperam os jogadores, a situação será outra: de festa."Temos um elenco capacitado para vencer aqui", disse o feliz Denilson.

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