Palmeiras tenta dar o primeiro passo

Técnico Gilson Kleina dá início esta noite, contra o Figueirense, à missão de livrar Alviverde da queda. Valdivia está escalado

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h02

O torcedor do Palmeiras espera que a partida de hoje contra o Figueirense, às 18h30, em Florianópolis, seja o início da arrancada para permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro. A esperança de dias melhores passa por Gilson Kleina, que faz seu primeiro jogo como treinador da equipe alviverde.

O desafio do ex-técnico da Ponte Preta não é dos mais fáceis. O Palmeiras está na penúltima colocação - com os mesmos 20 pontos do Atlético-GO, mas com uma vitória a mais -, e um triunfo hoje servirá para ultrapassar o time catarinense (soma 22) e, principalmente, para mostrar que há esperança após a saída de Luiz Felipe Scolari.

Com três derrotas seguidas, o time está sem moral nem confiança. E recuperar o ânimo dos jogadores foi o principal desafio de Kleina nos dois únicos treinos que ele comandou, em Itu.

O grupo ficou concentrado no interior paulista de segunda-feira até ontem. Até o ex-goleiro Marcos foi convocado para ficar com o elenco, e ele também viajou para Florianópolis. "Tem muito campeonato pela frente e não podemos desistir facilmente", disse o ídolo ao site do clube. "Nesse momento em que todos os palmeirenses precisam se unir também estarei lado a lado com cada um deles."

A união pode ser o diferencial do Palmeiras na noite de hoje. Ao menos nos treinos, o que pôde ser visto foi um jogador ajudando o outro e o treinador incentivando a todos.

"Vejo no semblante dos jogadores muita vontade de sair dessa situação. Vamos fazer a diferença", apontou Kleina, pedindo calma aos atletas, sobretudo no início da partida. "Se entrar com desespero, a chance de errar é grande. O desequilíbrio será contra a gente. O mais importante é que esse jogo só depende de nós", disse, lembrando que o adversário é um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. "O difícil é quando temos de torcer contra outro time."

Pelo pouco tempo de trabalho que teve, Kleina deve manter uma formação parecida com a de Felipão. Já avisou que irá jogar com três volantes para proteger a zaga e dar liberdade para Valdivia armar o ataque.

Valdivia em alta. O meia chileno, aliás, era dúvida para este confronto, mas foi relacionado e deve iniciar a partida. E já é uma das apostas do novo treinador.

"Ele é um jogador diferenciado. E todo mundo que joga contra o Valdivia tem uma preocupação maior. Sabe jogar de costas, compete o tempo todo", apontou Kleina, que por enquanto não prefere comentar as críticas que atormentam o meia sempre, de que ele não é tão comprometido com o grupo.

Mesmo assim, Kleina já manda um recado para os jogadores. "Dentro da nossa filosofia, eu só vejo reação com comprometimento, entrega, disposição", afirmou. "Tem de trabalhar coletivamente, com ajuda mútua, ou estamos fadados ao fracasso."

Thiago Heleno, que não atuou na rodada anterior, contra o Corinthians, volta ao time. E o ataque deve ser formado por Barcos e Maikon Leite.

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