Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Palmeiras tenta quitar salários atrasados dos funcionários do clube

Paulo Nobre já selou um acordo para assegurar a quitação dos débitos sem precisar brigar na Justiça

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h08

SÃO PAULO - Entre tantos problemas financeiros para resolver, um dos que mais preocupam a diretoria do Palmeiras é o atraso de dois meses no pagamento de salário dos jogadores e funcionários do clube. Por isso, o presidente Paulo Nobre selou um acordo para assegurar a quitação dos débitos sem precisar brigar na Justiça.

O dirigente assegurou que não vão mais ocorrer atrasos, mas disse que seria impossível quitar a dívida com todos neste momento. Ele garantiu ainda que o primeiro dinheiro com valor substancial que entrar no caixa do Palmeiras será usado para diminuir a dívida. Algo que deve acontecer após o fim do Campeonato Paulista, quando o clube vai assinar com um novo patrocinador master de camisa. Outra possibilidade seria a venda de um jogador, mas no momento não existe nenhuma negociação envolvendo altas cifras.

O temor da diretoria é deixar que a dívida chegue aos três meses e, com isso, qualquer atleta pode entrar na Justiça e pedir para deixar o clube por falta de pagamento, como aconteceu com o goleiro Fernando Prass, no Vasco, e poderia ter acontecido com Barcos, motivo que fez o argentino ser negociado com o Grêmio.

Dois jogadores ouvidos pelo Estado admitiram a conversa com o dirigente e disseram que o elenco reagiu bem ao acordo. "Essa nova diretoria parece ser séria", disse um deles.

O diretor executivo, José Carlos Brunoro, não escondeu a irritação ao ser questionado sobre o assunto.

"Não falo sobre questões financeiras. Não sei porque gostam tanto de falar disso no Palmeiras. Todo mundo deve. O importante é que estamos trabalhando para arrumar a casa do Palmeiras", assegurou.

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