Palmeiras vai ao topo da América

Time enfrentará o boliviano Real Potosí nos quase 4.000 metros de altitude na fase preliminar da competição

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

19 de dezembro de 2008 | 00h00

Quando Vanderlei Luxemburgo chegou ao Palmeiras, no começo do ano, sonhava em levar o time à Taça Libertadores. O objetivo foi obtido e, em 2009, o treinador pretende comandar sua equipe rumo ao topo da América da Sul. Ele pode até não conquistar o título da competição, mas no dia 4 de fevereiro vai com seus jogadores a um dos lugares mais altos do continente. Na madrugada de ontem foi definido o adversário dos paulistas na fase preliminar da Libertadores: o Real Potosí, que manda seus jogos numa altitude de quase 4 mil metros e garantiu a classificação ao vencer o La Paz por 1 a 0.A derrota para o Botafogo na última rodada do Brasileiro saiu mais caro do que o Palmeiras imaginava. Se vencesse os cariocas em casa, entraria já na fase de grupos e escaparia do confronto com os bolivianos. O revés, no entanto, vai causar dor de cabeça na comissão técnica. E falta de ar nos jogadores. Se passar pelo Potosí - o jogo de ida será em São Paulo, em 28 de janeiro -, o time se classifica para o complicado Grupo 1, ao lado de LDU, Sport e um representante do Chile - Palestino e Colo Colo decidem amanhã.O preparador físico Antônio Mello tenta amenizar a preocupação com os problemas que os atletas vão sentir na altitude da Cordilheira dos Andes, como dores de cabeça, ânsias e dificuldades para respirar. "Não tem mistério. Temos de usar nossa experiência", disse Mello ao Estado. "O lugar é alto e não temos tempo de adaptação. Não podemos criar um problema dentro de um problema."Três dias antes de atuar em Potosí, o Palmeiras enfrenta a Ponte Preta, em Campinas. Mello adiantou que, após a partida do Estadual, pretende levar o time à cidade de Sucre, a 2.800 metros de altitude, para que os jogadores já se acostumem com o ar rarefeito. "Eu nunca chego nas cidades em cima da hora. Vamos antes fazer um treino técnico, para que os atletas entrem no ritmo e se acostumem com a velocidade da bola, por exemplo", explica.Flamengo e Cruzeiro já sofreram com a altitude de Potosí. Em 2007, os cariocas recorreram a máscaras de oxigênio no intervalo no empate por 2 a 2 e o Cruzeiro apanhou por 5 a 1 neste ano. O time boliviano, porém, não passou de fase nas duas ocasiões. "É sempre difícil jogar lá, é um doping natural (para o adversário)", declara Mello.ALEX MINEIRO, FORAOntem, mais um jogador se despediu do clube. O atacante Alex Mineiro não acertou sua renovação e deve fechar com o Grêmio ainda hoje. "A proposta do Palmeiras foi até boa, mas tínhamos outras melhores", explicou o empresário Marcelo Robalinho. Já a situação de Kléber segue indefinida e o Palmeiras ainda não chegou aos US$ 8 milhões (R$ 19 milhões) que o ucraniano Dínamo de Kiev quer pelo atleta.

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