Palmeiras vence, mas não elimina o Paysandu

Resultado de 2 a 1 obriga time a fazer o jogo de volta, em SP. Lincoln e Ewerthon marcaram seus primeiros gols

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

18 de março de 2010 | 00h00

O Palmeiras gostou de dançar. Após as coreografias na vitória por 4 a 3 sobre o Santos, domingo, na Vila Belmiro, o time voltou a rebolar ontem, no triunfo por 2 a 1 sobre o Paysandu, em Belém. O resultado, porém, o obriga a fazer a partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil, no Palestra Itália, dia 31.

Na quente capital paraense, Ewerthon e Lincoln, os principais reforços palmeirenses, trataram de mostrar que podem ser titulares. Antônio Carlos mudou o time que venceu o clássico e deu descanso para Pierre, Cleiton Xavier e Robert, autor de três gols em Santos. No ataque, Lenny não foi muito bem, mas Lincoln, em seu primeiro jogo como titular, balançou as redes.

Empolgado pela vitória sobre o rival Remo, também no domingo, o Paysandu honrou o que prometeu e foi para cima. Só esqueceu de se firmar na defesa. Aos 12 minutos, Ewerthon lançou e deixou Lincoln sozinho para fazer 1 a 0, com facilidade.

Com o placar favorável, o Palmeiras perdeu a chance de apertar e fazer o 2.º ainda na etapa inicial. O Paysandu, então, seguiu no ataque e conseguiu o empate com Bruno Rangel, aos 25. E foi do atacante do "Papão" a primeira dança da noite.

Depois do que realizou na Vila, o Palmeiras não queria deixar outro ser o dono do "show". Se no domingo Armero, Robert e Diego Souza comandaram as dancinhas para debochar dos Meninos da Vila, que sempre comemoravam com rebolados e passinhos dançantes os seus gols, ontem foi Ewerthon quem teve a iniciativa do samba/axé/pagode (ou seja lá qual ritmo ele tentou dançar) na hora em que o Palmeiras chegou ao triunfo.

Os visitantes voltaram melhor no segundo tempo. Logo aos dois minutos, Alexandre Fávaro defendeu duas finalizações, de Lincoln e Ewerthon. No lance seguinte, porém, não segurou o desvio do ex-atacante do Zaragoza, após Lenny cabecear. Bola na rede, Ewerthon chamou seus companheiros e, como um professor, realizou o "Armeration", coreografia que assim ficou conhecida após o lateral-esquerdo Armero dançar no clássico, num passo parecido com o "Rebolation", música de axé que nasceu na Bahia e se espalhou pelo País.

Em busca do terceiro gol, que eliminaria a partida de volta, o Palmeiras deu alguns espaços, mas o Paysandu parou em Deola, substituto do machucado Marcos. Robert entrou no fim e não teve a mesma estrela do último jogo - na sua melhor chance, chutou em cima de Fávaro. O principal objetivo não foi cumprido, mas os paulistas deram um bom passo para chegar às oitavas de final.

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