Palmeiras volta à rotina de derrotas

Preocupado com a situação complicada no Brasileirão, Gareca escala um time misto e não resiste ao Atlético-MG diante de quase 20 mil torcedores

DANIEL BATISTA , O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2014 | 02h02

Na terça-feira foi dia de lembrar de Ademir da Guia, Dudu, Evair, Alex, Marcos e tantos outros craques, na celebração do centenário. Ontem, a dura realidade. Um Palmeiras apático, lento e previsível perdeu por 1 a 0 para o Atlético-MG, no Pacaembu, com direito a um pênalti desperdiçado e o goleiro Fábio aclamado o melhor do time com pelo menos quatro grandes defesas que evitaram uma goleada.

Com o resultado, o Palmeiras precisa vencer em Minas, dia 4 se setembro, às 20h, para se classificar às quartas de final da Copa do Brasil.

A vitória sobre o Coritiba, no sábado passado, criou a expectativa de se iniciar uma nova fase no Palmeiras. Mas, pelo menos ontem, a apatia foi a mesma de outrora. Gareca deixou claro, pela escalação, que a prioridade é o Campeonato Brasileiro. Em relação ao time do jogo passado, contra o Coritiba, foram sete alterações. Wendel, Tobio e Wesley foram poupados; Leandro estava suspenso; enquanto Juninho, Allione e Mouche começaram no banco de reservas.

Se o time titular já não é dos melhores, imagine uma equipe praticamente reserva. O time entrou em campo com uma lentidão fora do comum, principalmente do meio para frente. Mendieta ficava mais no meio, com Mazinho e Diogo nas pontas e Henrique mais enfiado na área. Em um esquema de três atacantes, a movimentação era fundamental e como não aconteceu, ficou fácil para o Atlético marcar.

Tanto que o Palmeiras praticamente não conseguiu entrar na área e restou arriscar chutes de longa distância, todos passando muito longe do gol. Quando saía do campo de defesa, a jogada era Lúcio dar um chute para frente e torcer para alguém pegar a bola.

Aos poucos, a equipe mineira foi apertando a marcação e passou a ter mais a bola no pé e chegou com perigo ao ataque, principalmente com Jô, que deitou e rolou no setor esquerdo.

O goleiro Fábio teve de fazer três grandes defesas e evitou uma derrota que parecia certa. E, aos 43, parecia que viria uma luz no fim do túnel. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima viu pênalti inexistente de Jemerson em Mazinho. Henrique correu com estilo e mandou no canto esquerdo, mas o árbitro marcou invasão. Na nova cobrança, o atacante chutou para fora.

Na segunda etapa, o Atlético voltou decidido a ganhar o jogo, enquanto o Palmeiras estava assustado. Fábio fez mais duas grandes defesas, se redimindo das falhas nos últimos jogos. Aos 15, Gareca cansou do marasmo e colocou Cristaldo no lugar de Mazinho, em busca de algo diferente no ataque.

Castigo. O Alviverde teve uma pequena melhora, mas ainda estava longe de levar algum perigo ao goleiro Victor. Até que, aos 25, após mais uma saída errada do volante Renato, o Atlético aproveitou, armou o contra-ataque com Maicosuel, que cruzou na medida para Luan, de 1,70m, desviar de cabeça e garantir o gol da vitória ao time que mostrou um pouco mais de vontade e qualidade para jogar futebol.

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