Palmeiras volta a sorrir, na raça

Empurrada por Luan, equipe de Felipão mostra determinação no Canindé para superar o Ceará e colocar ponto final a um jejum de 5 jogos sem vitória

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h05

Finalmente a sorte sorriu para o Palmeiras. Acostumado a ver a bola bater em alguém e ir para a sua própria meta, como ocorreu no empate por 1 a 1 com o Avaí, na rodada passada, o time alviverde conseguiu sentir o gostinho que há tanto tempo não sentia de vencer - foram cinco jogos de jejum. E graças a um gol na sorte, tendo como protagonista o jogador que personifica o que tem sido o Palmeiras nos últimos jogos do Brasileiro: Luan.

O atacante correu uma barbaridade. A vontade que demonstrou com a bola no pé fez com que todos tivessem de correr junto. Sua dedicação parece ter contagiado o elenco e comprovado que a raça demonstrada contra o Avaí não foi por acaso.

O que tanto o técnico Luiz Felipe Scolari pediu ao elenco aconteceu. Os jogadores parecem que entenderam a limitação do grupo e viram que o jeito para voltar a vencer e brigar por algo maior no campeonato era se dedicar e apostar na raça.

Individualmente, o Palmeiras pouco faria, mas no coletivo, as coisas poderiam ser diferentes. A ficha caiu e os jogadores lutaram o quanto deu para conseguir fazer a bola entrar de qualquer jeito. Nem que fosse com um gol contra.

Para mostrar que realmente a noite era verde, o gol saiu de bola cruzada para a área, mas não foi de Marcos Assunção. Márcio Araújo foi o responsável por jogar na área e Luan desviar. A bola caprichosamente bateu em Thiago Matias, ex-Palmeiras, e enganou Fernando Henrique. Festa no Canindé e na hora certa. A torcida que começou apoiando o time já estava cansada de esperar pelo gol e começa timidamente a vaiar.

Na hora de tirar o 10... No segundo tempo foi a vez da defesa mostrar que também estava com o pé-quente. O Palmeiras cansou, mas lances que se fosse em outros tempos acabariam em gols, passaram longe.

A coroação da nova fase poderia ter acontecido aos 40, quando Maikon Leite driblou o goleiro e bateu. Eusébio salvou em cima da linha. Pelo jeito, esse vai ser o Palmeiras até o final do ano. Aos trancos e barrancos se protege como dá e em um cruzamento, chute torto ou "ajudinha" do adversário consegue marcar um gol.

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