Palmeiras volta ao Palestra Itália com futebol ruim, empate e vaias

Equipe joga mal na reabertura do estádio, com mais de 23 mil torcedores, e fica no 1 a 1 com o frágil Rio Preto

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

23 de fevereiro de 2008 | 00h00

Um tapete verde e branco foi estendido para os jogadores palmeirenses na entrada do gramado. A torcida, que canta e vibra, honrou o hino do clube. Era o retorno do time ao Palestra Itália, após as reformas (novo gramado e nova cara nos vestiários e na sala de imprensa) que se iniciaram no estádio em 3 de dezembro. A festa estava programada. Faltou, no entanto, combinar com o adversário. A noite de sábado não foi como o esperado e o Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Rio Preto. No fim, vaias da torcida.Os donos da casa tiveram amplo domínio do jogo. Do primeiro ao último minuto. Quase igual ao que fizeram na última rodada, quando jogaram melhor, mas não conseguiram bater o Rio Claro (1 a 1).Há um ditado que diz que "certas coisas só acontecem com o Botafogo". Ultimamente o Palmeiras tem adotado esse discurso. E, quando parece que as coisas vão dar certo, é justamente o contrário que ocorre. O torcedor se lembra bem da última partida do time no Palestra - 2 de dezembro, contra o Atlético-MG. Bastava vencer os mineiros para a vaga na Libertadores chegar. O resultado foi bem diferente: derrota por 3 a 1.Ontem, a festa estava novamente planejada. Time novo, mentalidade nova, contratações milionárias. No banco de reservas, um treinador que conhece muito bem o Palestra. Nas três vezes anteriores em que passou pelo Palmeiras, Luxemburgo conquistou um ótimo retrospecto jogando em casa: 80 vitórias, 11 empates e apenas 4 derrotas. Ontem, parecia que o treinador iria melhorar esses números. Engano.Em 16 minutos de jogo, quatro chances de abrir o placar. A bola insistia em não entrar no gol. O Palmeiras jogava melhor, criava chances, mas esbarrava nos mesmos erros dos últimos jogos: a falta de pontaria.Valdivia, o melhor do time mais uma vez, sofreu com a marcação. Era só receber a bola que a falta o acompanhava. Caía no chão, se levantava e, na jogada seguinte, apanhava de novo. Em um lance duvidoso, pediu pênalti. Luxemburgo também reclamou. E o juiz colocou o treinador para fora (ver ao lado).O jogo foi dramático (para os palmeirenses, principalmente). Luxemburgo passou a comandar o time do camarote, com instruções por celular. Mas nada dava certo. No intervalo, pôs o rápido Lenny na equipe. Não funcionou. A torcida, então, pediu a entrada de Denilson. Luxemburgo escutou, mandou o atacante para o campo o time melhorou um pouco. Mas foi Valdivia quem balançou as redes, apenas aos 23 minutos da segunda etapa.Era o que os torcedores queriam e a festa parecia que iria ter um final feliz. O Rio Claro, entretanto, disse não e Xandão, aos 29, subiu mais alto que os adversários para empatar.Em seguida foi aquele sufoco palmeirense. Chances perdidas e vaias que tomaram conta do estádio no fim. Além de uma exigência dos torcedores: "É obrigação ganhar do time da Segunda Divisão." A referência era ao próximo jogo pelo Estadual, no domingo, contra o Corinthians.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.