Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Pan-Americano vai contar com estrelas olímpicas em ação

Mais de cem atletas que conquistaram medalhas em Olimpíadas disputarão evento; pelo Brasil, serão seis campeões, sem contar outros que foram ao pódio

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 04h30

Mais de cem medalhistas olímpicos estarão representando seus países nos Jogos Pan-Americanos de Lima, que terá a cerimônia de abertura nesta sexta-feira. Estrelas como o cubano Mijaín López, medalha de ouro na luta greco-romana nas três últimas edições olímpicas, o nadador norte-americano Nathan Adrian, que coleciona oito pódios em Olimpíada (cinco ouros) e a velocista jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, com três títulos e cinco pódios na pista de atletismo, vão dar o tom do evento. 

Pelo Brasil serão seis campeões olímpicos nesta seleta lista: Arthur Zanetti (ginástica artística), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Thiago Braz (atletismo), Rafaela Silva (judô) e Eder (vôlei). Isso sem contar outros competidores do País que foram ao pódio, como Isaquias Queiroz e Erlon Souza (canoagem velocidade), Arthur Nory (ginástica artística), Maicon Andrade (Tae kwon do) e Mayra Aguiar (judô). “A gente está indo para dar o melhor nessa disputa. Não é nosso evento principal deste ano, mas é uma competição muito importante para a gente se testar em um evento grande, como é na Olimpíada, mesmo estando em uma Vila separada de Lima. Sabemos que o importante é aprender o máximo possível aqui”, explicou Kahena.

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A lista de brasileiros medalhistas em Jogos Olímpicos só não é maior porque as equipes masculinas e feminina de vôlei não vão ter em Lima sua força máxima – o foco é o Pré-Olímpico para Tóquio. E porque também a seleção feminina de futebol não vai participar da competição por causa de critérios da Conmebol – assim, as jogadoras da seleção brasileira, que no mês passado disputaram a Copa do Mundo na França, não poderão defender o título conquistado quatro anos atrás no Pan-Americano de Toronto.

Para os organizadores dos Jogos de Lima, a presença de tantos talentos brasileiros aumenta o brilho do evento. “Eu gosto disso e vejo como uma forma de respeito ao país anfitrião. O Brasil manda seus melhores atletas porque também acredita que fizemos um bom trabalho. Para nós, peruanos, receber os melhores atletas é como um prêmio pelo que estamos fazendo. Isso permite que os torcedores fiquem entusiasmados”, disse ao Estado Carlos Neuhaus, presidente do Comitê Organizador Lima-2019.

Como comparação, o Pan de Lima terá 109 medalhistas olímpicos, segundo os organizadores, mas esse número pode mudar um pouco. Na edição de Toronto, em 2015, foram 122, segundo levantamento preparado pelo blog Os Olímpicos. Entre as principais estrelas daquela competição estavam as nadadoras Natalie Coughlin e Alisson Schmitt, dos Estados Unidos, o velejador brasileiro Robert Scheidt e o dominicano Félix Sánchez, do atletismo.

Apesar de ter a participação dos EUA, a maior potência olímpica do planeta, o Pan não consegue mais atrair os principais competidores daquele país. No início, a competição era usada como preparação para a Olimpíada e os melhores atletas sempre participavam. Mas a partir da década de 1970, principalmente depois da proliferação de diversos mundiais de modalidades específicas, os norte-americanos passaram a tratar os Jogos Pan-Americanos como uma competição para jovens promessas apenas, salvo algumas exceções.

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