Para Belluzzo, crise e ameaças vêm da oposição

Para Belluzzo, crise e ameaças vêm da oposição

Presidente enxerga manobra de opositores dentro do próprio clube nas intimidações que vem recebendo

, O Estadao de S.Paulo

29 de março de 2010 | 00h00

O que o Palmeiras mostra em campo (não tem mais chance matemática de ir às semifinais do Estadual) é um reflexo da confusão dos bastidores do clube. O problema já foi levantado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo quando ele estava no Palestra Itália. Toninho Cecílio, ex-gerente de futebol, abandonou seu cargo justamente por achar que vinha sendo cobrado injustamente. E as ameaças de morte que Luiz Gonzaga Belluzzo recebeu no início do mês só mostram que a paz está longe de ser alcançada.

Apesar de as quatro cartas contendo projéteis de bala terem um remetente, assinado Torcida Independente, o presidente não acredita que as ameaças tenham partido da organizada são-paulina. Para ele, pessoas da oposição do Palmeiras é que são os donos das cartas. "A polícia já me disse que não acredita ser do futebol. Acredita ter cunho político", disse à Rádio Globo. "Acho que é uma coisa muito mais próxima do clube, não é torcedor. Eu não estou fazendo nenhum juízo, mas isso foi o que me foi dito pelos investigadores."

Belluzzo tem sofrido pressão da oposição desde que venceu as eleições, em janeiro do ano passado. E os problemas que aparecem na diretoria refletem nos jogadores - alguns deles não conseguem ter calma e paciência para trabalhar. Antônio Carlos tenta não enfrentar o assunto, mas questionado, defende o presidente. "São de uma imbecilidade incrível (as ameaças)", falou. "Essa diretoria está trabalhando e trouxe no passado dois dos melhores treinadores", disse, referindo-se a Muricy Ramalho e Luxemburgo.

Na quarta-feira, o time enfrenta o Paysandu em casa, pela segunda fase da Copa do Brasil.

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