Para Blatter, Brasil passou no teste inicial

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou ao Rio na segunda-feira com uma certeza: tudo tinha de dar certo no sorteio das chaves das Eliminatórias para a Copa de 2014, na Marina da Glória, para evitar que a desconfiança sobre o Brasil aumentasse no mundo inteiro.

, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

Ele deixa a cidade e volta para a bucólica Zurique, na Suíça, convicto de que o País passou no primeiro teste, porém sabe que o caminho a ser percorrido é longo e que qualquer descuido com o prazo das obras nos estádios e de mobilidade urbana pode atrapalhar a organização da competição.

Em seu discurso na abertura da cerimônia de ontem, Blatter deu um voto de confiança ao País, elogiou a evolução econômica brasileira e se disse feliz com o retorno da Copa ao Brasil, depois da edição de 1950.

"Falando de datas e numerologia, hoje é uma data especial. No dia 30 de julho de 1930, há 81 anos, a primeira final de Copa do Mundo foi disputada. Estou muito satisfeito de dar boas vindas a todos os delegados, que lutam por 31 vagas."

Chefe de Estado. Contestado na Fifa, o dirigente recebeu tratamento de chefe de Estado nesta passagem pelo Rio. Hospedou-se no luxuoso Copacabana Palace, na zona sul, e, a cada deslocamento, o carro em que estava foi escoltado por oito motos da Polícia Rodoviária Federal.

Blatter desembarcou no Rio ciente de que, na sua primeira aparição pública, teria de responder a temas delicados. E foi o que ocorreu. Em sua única coletiva, na quarta-feira, foi obrigado a lidar com uma série de questionamentos sobre as denúncias de corrupção na entidade.

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