Para CBF, denúncia é revanche dos ingleses

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, não se pronunciou a respeito da denúncia feita pela BBC. O diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva, afirmou que não havia o que comentar sobre o assunto, já que se tratava de um tema antigo.

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

O mandatário esteve ontem em um almoço organizado por líderes empresariais em São Paulo. Antes do início do evento, a imprensa foi informada de que não haveria a entrevista coletiva com Teixeira, por causa da apertada agenda do dirigente. Após o almoço, o presidente da CBF seguiu para o Rio, de onde sairia para Zurique - membro do Comitê Executivo da Fifa, estará na Suíça para a reunião que define, na quinta-feira, os países-sede dos Mundiais de 2018 e 2022.

Parte do bloco sul-americano - incluindo Teixeira, Nicolás Leoz (presidente da Conmebol) e Julio Grondona (presidente da Associação Argentina) - votará na candidatura de Portugal e Espanha para a Copa de 2018, rivais dos ingleses pelo Mundial. A CBF acredita, portanto, que denúncias como a divulgada pela BBC são uma forma de revanche.

Aos empresários, Teixeira fez uma apresentação sobre a Copa de 2014 e respondeu a questionamentos - no total, foram 18 perguntas. Em uma delas, quando questionado a respeito do papel da imprensa, o presidente da CBF fez crítica indireta aos meios de comunicação britânicos. "O papel da imprensa é o de falar a verdade. O que não pode ocorrer é a enorme campanha contra que vem de parte da imprensa de determinado país, dizendo que o Brasil não tem condições de receber Copa e Olimpíada."

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