Para COI, casos de doping vão diminuir ao longo dos Jogos

Equipe médica da Olimpíada garante que luta contra o uso de substâncias proibidas se intensifica a cada dia

EFE,

10 de fevereiro de 2010 | 09h50

O sueco Arne Ljungqvist, presidente da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional (COI), assegurou hoje, em Vancouver, sede dos Jogos de Inverno do 2010, que cada edição das olimpíadas será mais "limpa" que a anterior em relação aos casos de doping.

Lungqvist disse, em entrevista coletiva, que a luta contra o doping é "cada vez mais intensa", e que vai ficando mais difícil para um atleta tirar vantagem através do consumo de substâncias proibidas.

"Os desportistas devem ser conscientes de que estas práticas sempre acabarão sendo descobertas. Pode ser que haja quem pense em utilizar uma substância nova, mas deve saber que cedo ou tarde haverá um método para detectá-la", garantiu.

"O doping é uma prática inaceitável no esporte porque prejudica a saúde dos atletas e é ruim para o esporte", afirmou.

Além disso, Ljungqvist destacou que as autoridades canadenses colocaram à disposição do COI toda a estrutura necessária para o trabalho da luta antidoping durante os Jogos de Vancouver, que começam na sexta-feira e vão até o dia 28 de fevereiro.

A médica francesa Christiane Ayotte, diretora do laboratório antidoping dos Jogos de Vancouver, afirmou que já foram feitos aproximadamente 200 testes de sangue e urina em atletas que vão participar do evento, e não foram registrados resultados positivos.

Christine destacou que o laboratório deve fazer mais de duas mil análises (1.600 de urina e aproximadamente 500 de sangue), e garantiu que a equipe está "totalmente preparada" para a luta contra o doping durante os Jogos.

Segundo a médica, 35 especialistas trabalharão no laboratório 24 horas por dia, analisando cerca de 90 amostras diárias, fazendo com que todos os resultados sejam divulgados dentro do prazo exigido pelas autoridades olímpicas (24 horas).

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