Para Dunga, resultado normal

Alguns jogadores comemoram o empate; outros, lamentam

Eduardo Maluf, QUITO, O Estadao de S.Paulo

30 de março de 2009 | 00h00

Os jogadores do Brasil se dividiram ao analisar o empate por 1 a 1 diante do Equador. Alguns, como o goleiro Julio Cesar, lamentaram o resultado. Outros, como Júlio Baptista, autor do único gol brasileiro, celebraram o ponto conquistado em Quito. Já o técnico Dunga fez uma avaliação sucinta: "Foi um resultado normal."O técnico elogiou a atuação equatoriana e lembrou que o adversário está acostumado a jogar na altitude de Quito. "Pegamos uma equipe que sabe se aproveitar bem da bola, com velocidade e acerto no passe. É lógico que ficamos com o gostinho da vitória, porque saímos na frente." Dunga lembrou que o Brasil poderia ter ampliado o resultado logo após ter marcado o gol, com Luis Fabiano - o atacante acertou a trave. O goleiro Julio Cesar, contudo, não gostou do empate, apesar de ter se cansado de salvar o Brasil nas diversas investidas do Equador. "Foi um castigo para todos nós, não só comigo. Queríamos muito essa vitória", disse o goleiro. Das inúmeras defesas que realizou, Julio Cesar garantiu que a intervenção mais difícil foi a que precedeu o gol de Noboa, aos 44 minutos do segundo tempo. "Foi justamente naquele lance. Fiz uma boa defesa, mas infelizmente (no rebote) tinham dois brasileiros e a bola caiu no pé do equatoriano." Júlio Baptista, entretanto, comemorou o resultado conquistado em Quito. O jogador da Roma entrou na etapa final, para substituir um Ronaldinho Gaúcho pouco efetivo. Acabou premiado com o gol que quase deu a vitória ao Brasil. "Já sabíamos de toda a dificuldade que iríamos enfrentar. Não é fácil jogar aqui. Por isso, acho que foi um resultado bastante positivo." DESORGANIZAÇÃOO equatoriano é um povo simpático, acolhedor e recebeu com boa vontade os brasileiros para o confronto de ontem. Mas, no quesito organização, os anfitriões escorregaram e causaram problemas, sobretudo, para os jornalistas.Além de fazer os profissionais esperarem por cerca de uma hora para entregar as credenciais, os responsáveis pelo evento não reservaram local para os repórteres da imprensa escrita do Brasil no Estádio Atahualpa. Depois de discussões, resolveram levá-los para o meio da torcida do Equador, algo nada adequado, principalmente com a lotação das arquibancadas, que receberam 37 mil torcedores - todos os ingressos postos à disposição foram vendidos. Não houve solução: os jornalistas acabaram assistindo ao confronto pela televisão da sala de imprensa. Os profissionais de TV também não tiveram vida fácil. Um cinegrafista brasileiro chegou a ser agredido por um segurança.A arena da capital equatoriana tem condições limitadas para receber um jogo de grande porte. Por isso, para evitar incidentes como os de ontem, os dirigentes da Federação Equatoriana de Futebol (FEF) precisariam ter se preparado melhor.

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