Para final, defesa preocupa Muricy

Time teve problemas contra o Kashiwa, principalmente com a falta de velocidade de Durval improvisado na lateral, e pode mexer para jogo de domingo

LUIS AUGUSTO MONACO / TOYOTA ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h07

Muricy Ramalho tem um dilema para resolver até domingo: manter o pesadão Durval numa posição em que ele naufragou ontem diante de um time com muito menos recursos do que o Barcelona ou fazer uma mudança e colocar alguém mais veloz?

Na entrevista coletiva, logo após a vitória do Santos diante do Kashiwa Reysol por 3 a 1, o treinador admitiu que o zagueiro teve muitos problemas para marcar como lateral, mas tentou livrar um pouco a sua cara dizendo que o Kashiwa "tem um lado direito muito forte". Se é assim, o do Barça é muitas vezes mais forte - hoje o time espanhol enfrenta o Al Sadd, do Catar, em Yokohama, para carimbar o bilhete à final do Mundial.

O problema é que Muricy não tem boas opções para substituir Durval, porque Léo ainda sente um pouco de dor no joelho direito e Pará não tem treinado bem e parece ser carta fora do baralho. Diante da situação, o antigo titular lançou sua candidatura para disputar a final. "É muito difícil um zagueiro se sair bem na lateral", afirmou Léo.

Com ou sem mudança, Muricy sabe que precisa fazer alguma coisa para dar um jeito no lado esquerdo. "Até domingo vamos precisar melhorar bastante a marcação. Não podemos marcar tão mal contra um adversário da qualidade do Barcelona."

O time também errou muitos passes, o que o levou a ter menos posse de bola do que o Kashiwa (52% a 48%), mas Muricy não se preocupa tanto com esse detalhe. "Posse de bola não determina o resultado. Precisaremos ser efetivos nas finalizações como fomos hoje."

Quando fala em posse de bola, ele já sabe o que o espera na final: um adversário que toca de pé em pé até cansar. "O tempo de posse de bola deles vai ser muito alto, como sempre é. Nenhum técnico conseguiu mudar isso, e não vou ser eu que vou inventar um jeito de ficar com a bola mais tempo do que eles."

Orgulho de Nelsinho. Se Muricy tem uma grande dor de cabeça para reorganizar a defesa do Santos, seu amigo Nelsinho Baptista tem motivos de sobra para esbanjar felicidade. Assim que o árbitro encerrou a partida, o técnico do Kashiwa Reysol começou a abraçar seus jogadores um a um, orgulho de ter visto como eles mostraram personalidade e colocaram em dificuldade a defesa santista. "Gostei muito da organização tática da equipe. Marcamos o Santos lá na frente e conseguimos evitar os contra-ataques deles. Levamos dois gols em desatenções no primeiro tempo e um bola parada quando estávamos buscando o empate", disse Nelsinho.

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