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Micale credita derrota a 'desequilíbrio' após expulsão e empate

Técnico também exalta experiência do time uruguaio

MARCIO DOLZAN, Enviado Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 22h29

Foi motivada por um "desequilíbrio" a derrota do Brasil para o Uruguai, de virada, nesta quinta-feira, na semifinal do torneio masculino de futebol dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Ao menos essa é a avaliação do técnico Rogério Micale, que viu na expulsão de Dodô aos 37 e na afobação do time após tomar o gol de empate a culpa pelos dois gols sofridos em apenas dois minutos.

"Tivemos um desequilíbrio na hora em que perdemos um homem. O Uruguai é uma equipe que tem um padrão bem estabelecido, são jogadores já rodados, com jogadores que são vice-campeões mundiais no ano passado, quatro deles já disputaram Libertadores. Isso é uma experiência que conta muito num momento de decisão", ponderou Micale.

Para o técnico, a equipe se afobou quando sofreu o empate, aos 41 minutos. E citou o erro do lateral-esquerdo. "Foi nítido (que o time se afobou). A gente dando o pontapé inicial do jogo, a zaga encurtou e o lateral nosso (Euller) foi e tentou o drible em dois, três e perdeu a bola. Bola nas costas dele, o jogador estava na nossa linha de campo e chegou na cara do goleiro", narrou, fazendo referência ao gol de Santos.

"Nos desequilibramos totalmente na hora que sofremos o gol porque não esperávamos. Foram vários momentos simultâneos: a expulsão, o gol de empate e na sequência o gol que nos eliminou. Faz parte, a gente sabe que o Uruguai é perito em catimba, em saber muitas vezes tirar proveito dessa situação e saber muitas vezes de tirar proveito do jogador brasileiro, que se irrita muitas vezes com facilidade", afirmou Micale.

O técnico disse ainda que a arbitragem não teve nenhuma influência no resultado, citando a "coragem" do mexicano Jose Peñaloza em expulsar o uruguaio Lemos logo no início do jogo e em marcar o pênalti em Erik, "que muito juiz no Brasil não marcaria". Para Micale, o Brasil vai disputar apenas o bronze pelo que deixou de fazer em campo diante do Uruguai.

"Estamos tristes pelo resultado porque sentimos o gosto de estar na final. Tivemos oportunidade durante muito tempo da partida de estar com um homem a mais, mas não fomos tão incisivos na parte ofensiva, que era uma característica da nossa equipe. Fomos muito burocráticos hoje (quinta-feira)", considerou o técnico.

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