Para Millar, 'Era Armstrong' é um fardo para os jovens ciclistas

A nova geração de ciclistas vai ter que lidar com o fardo dos escândalos da era de Lance Armstrong, mas o esporte tem que confrontar seu passado para finalmente eliminar a cultura do doping, afirmou o atleta britânico David Millar.

JULIEN PRETOT, Reuters

09 de março de 2013 | 15h13

Falando com a Reuters depois da quinta etapa de Paris-Nice no lobby de um hotel, Millar disse que as revelações de doping pertencem a um passado que o ciclismo precisa enfrentar.

"Ele (Armstrong) estava sendo visado. Ele era uma das pessoas que os inspirava a entrar no esporte, como muitos jovens", disse Millar.

"De fora, parece que tudo aconteceu muito rapidamente, mas tem sido uma decadência gradual em muitas maneiras, especialmente dentro do esporte", acrescentou, dizendo ainda que o ciclismo viveu os anos 1990 e 2000 com esse "grande elefante" (doping) no meio da sala.

"Agora, eles estão mais irritados que qualquer outra coisa por serem obrigados a lidar com os erros de outra geração. Não é justo que eles tenham que fazer isso", afirmou.

Por outro lado, a nova geração de ciclistas é mais franca em relação ao doping do que a que brilhou no começo dos anos 2000.

"Eu acho que a mudança já aconteceu. Histórias estão sendo reveladas, o que está acontecendo agora é o despertar do público e de todos nós", disse o bretão de 36 anos.

"Estamos ouvindo e vendo a verdade de tudo que realmente aconteceu em vez daquilo que pensamos ou acreditamos que tenha acontecido. De um jeito, é interessante, mas não representa muito o momento em que o ciclismo está".

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