Para Palmeiras, 1º lugar pouco adianta

Contra a Ponte Preta, em Campinas, time defende a liderança, mas técnico não vê vantagem em ficar na frente: 'Não temos casa'

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

O jogo de hoje em Campinas em nada lembra aquele de três anos atrás, com arquibancadas lotadas e dois times brigando pelo título. Agora, Ponte Preta e Palmeiras se enfrentam no Moisés Lucarelli com apenas uma certeza: é melhor se concentrar para a próxima fase do Estadual.

Em 2008, os times chegaram à final da competição e fizeram o primeiro jogo em Campinas. O Palmeiras venceu por 1 a 0 e depois confirmou o título com goleada de 5 a 0 no Palestra Itália. Hoje, às 16 horas, por mais que os times já estejam classificados e sem muita pretensão na partida, alguns jogadores querem aproveitar a chance para se firmar.

Luiz Felipe Scolari e Gilson Kleina já avisaram que vão mandar equipe mista a campo. Ao Palmeiras, a vitória vale apenas para confirmar a liderança. Mas, como disse Felipão, qual a diferença de terminar na primeira ou segunda colocação? Afinal, a única vantagem é mandar os jogos em casa e, por enquanto, o time não tem estádio - o Palestra Itália está interditado. "Eu ando de barraquinha para todo lugar. É estranho não ter casa", ironizou o treinador palmeirense.

O volante Márcio Araújo e o meia Valdivia são ausências confirmadas. Marcos Assunção e Danilo também devem ganhar um descanso. Tinga, Luan, Kleber e Adriano podem montar o setor ofensivo.

Antes responsável por gols quando jogava no São Caetano, Luan ganhou nova posição com Felipão. Pode ser considerado um falso atacante. Ou seria um falso volante? "Minha função é marcar um pouco mais e fica difícil chegar tão na frente para fazer gols. O Kleber está dando conta do recado", disse. "No começo foi difícil para fazer essa função, mas já me acostumei", garantiu.

Ex-jogador da Ponte Preta, o meia Tinga volta a Campinas pela primeira vez. "Temos de impor nosso ritmo. Em 15 minutos a torcida se volta contra eles", comentou, sabendo como os torcedores rivais se comportam. "Fiquei seis anos na Ponte e tenho uma boa história lá."

Tinga é um dos titulares que vão começar hoje - ele ganhou vaga após a lesão do Patrik. "Ele vinha melhor do que eu e agora tenho de aproveitar a chance."

História. Se não perder hoje, o Palmeiras vai ultrapassar a marca conquistada pelo supertime que Felipão comandou em 1999. Assim como há 12 anos, os números impressionam: são 15 jogos sem derrota, com 11 vitórias e quatro empates.

 

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