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Para Popó, adversário foi guerreiro

Com a cara limpa, sem marcas, ao contrário do adversário Jorge Barrios, o campeão dos superpenas Acelino Popó Freitas desembarcou na manhã de hoje na capital baiana com o mesmo sorriso no rosto ostentado após as 33 lutas que venceu em sua carreira. Esta última, que representou a sua 34a vitória, garantindo a manutenção dos cinturões da Organização Mundial de Boxe e a Associação Mundial de Boxe, foi uma das mais duras, reconheceu o pugilista. "Ele (Barrios) é muito bem preparado, bem treinado, sabia o que iria enfrentar", comentou, assinalando que sua preparação também foi boa. "Eu também sabia o que iria pegar pela frente, pois assisti suas últimas lutas", disse, admitindo a qualidade do adversário. "O Barrios foi um guerreiro, porque resistiu muito aberto (ferido), muito cortado (sangrando) com os tímpanos estourados". Popó se disse muito feliz pela vitória que dedicou aos pais e em especial ao seu, Nijalma Freitas, falecido no final do ano passado. "Tenho certeza que ele estava lá, ao meu lado, me dando forças", disse, enfatizando ter voltado para o Brasil "com a cabeça erguida". O campeão pretende agora descansar por pelo menos um mês e depois se preparar para mais uma luta provavelmente a última na categoria superpenas, em dezembro contra adversário ainda a ser confirmado. No próximo ano deve conceder a revanche tão esperada a Joel Casamayor de quem arrebatou o título de campeão da AMB. Normalmente contida, a mãe do campeão, dona Zuleica Freitas, exibiu uma certa satisfação pela vitória de Popó contra o argentino devido ao adversário ter provocado muito. "Ele ficava dizendo que Popó não conseguiu cortar o seu cordão umbilical e que me levou para os Estados Unidos para defendê-lo, falou muita besteira", comentou.

Agencia Estado,

11 de agosto de 2003 | 14h32

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