Washington Alves/Agif/COB
Washington Alves/Agif/COB

Para técnico, Brasil briga por medalha no handebol

Morten Soubak diz que derrota no Mundial serviu de aprendizado para os Jogos de Londres

Paulo Favero - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h06

LONDRES - A derrota para a Espanha, nas quartas de final do Mundial feminino de handebol, disputado ano passado no Brasil, ainda dói para as meninas da seleção brasileira. Mas o técnico dinamarquês Morten Soubak soube usar isso como aprendizado e não pensa em mudar uma característica das jogadoras - a emoção. Para ele, que acredita na conquista de uma medalha, isso pode ser importante para encarar a 'frieza' das europeias e asiáticas.

"Sobre esse lado emocional das nossas jogadores, esse é um fator típico dos brasileiros que eu considero muito positivo. Quero levar isso como arma contra as outras seleções. Quero que nosso time tenha mais fome, querendo sempre mais."

Depois do Mundial, a seleção feminina obteve bons resultados. Na fase de preparação olímpica, o Brasil, que garantiu vaga para Londres com a medalha de ouro no Panamericano de Guadalajara, disputou 15 amistosos - venceu 13 (contra seleções como Holanda, Alemanha, Cuba, Coreia do Sul, Suécia e Grã-Bretanha, entre outras) e empatou dois, ambos contra a Noruega, maior potência da atualidade e atual campeão mundial. "Estamos evoluindo passo a passo e acredito que nossa equipe pode brigar com as melhores do mundo durante a Olimpíada."

O bom desempenho e a preparação forte que o Brasil fez está dando o direito de as meninas sonharem com a medalha. "Às vezes, depende da arbitragem, ou de bater na trave e entrar, um pouco de sorte... Mas confio no grupo e estamos aqui para brigar por medalhas. Não viemos apenas participar", conclui Soubak.

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