Para uruguaio, Brasil fica com medo quando enfrenta a seleção celeste no futebol

O volante uruguaio Nicolas Albarracin, que esteve em campo na vitória da seleção celeste sobre o Brasil na semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, afirmou após a partida que a seleção brasileira "parece ficar com medo" quando enfrenta o Uruguai. Nesta quinta-feira, o Brasil atuou a maior parte do tempo com um jogador a mais e deixou escapar a classificação à final após sofrer dois gols em dois minutos nos momentos finais do duelo.

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 22h49

"O jogo parecia perdido, mas nossa equipe correu muito, todos defendemos e atacamos e tivemos a sorte. Agora vamos lutar na final pelo ouro. É sempre duríssimo contra o Brasil, mas quando eles encontram a equipe uruguaia, não sei o que acontece, parece que ficam com medo", afirmou Albarracin.

Mathias Suarez falou em sacrifício. "É uma felicidade enorme. Estou muito contente pela final. Foi a partida toda com 10 jogadores e isso complicou um pouco, mas o Uruguai tem bola, sacrifício e somos uma família", pontuou o lateral-esquerdo.

Pelo lado do Brasil, o goleiro Andrey reconheceu que o time se precipitou após o empate. "A gente poderia ter segurado um pouquinho aí, mas nada absurdo também. É do jogador brasileiro isso (de ir para cima), tem uma coisa que a gente vai aprendendo com o tempo. Acho que aí era o momento de acalmar um pouco, que teria mais 30 minutos de prorrogação", disse.

Questionado se a derrota não frustrava o time pelo fato de o futebol brasileiro mais uma vez fracassar na busca por um título, Andrey deu uma resposta curiosa. "Quando a gente veste a camisa da seleção brasileira, nosso objetivo sempre é dar alegria para nós, para nossa família e para o povo brasileiro. É óbvio isso", comentou, em um primeiro momento. Depois, emendou: "Torcedor está aí para torcer, mas a importância maior é para nós, de estar ganhando um título, de estar representando. Acho que antes de jogar pela torcida a gente tem que jogar pela gente. A torcida vem depois porque é a gente que fica longe, que fica fora, sem ver família, filhos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.