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Paraibano que treina sem tatame é campeão mundial juvenil de tae kwon do

Edival Marques, que treina sem o material eletrônico, está classificado para os Jogos Mundiais da Juventude

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

26 Março 2014 | 16h08

SÃO PAULO - O paraibano Edival Marques, de 16 anos, conquistou nesta quarta-feira a medalha de ouro do Mundial Juvenil de Tae Kwon Do em Taipei, na categoria até 63kg. No último domingo, ele havia se tornado, no mesmo local, o primeiro brasileiro a conseguir vaga para a segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que serão disputados em Nanquim, em agosto.

E Edival, conhecido como Netinho, está fazendo isso tudo sem contar com os capacetes e protetores eletrônicos. "Esse material ainda não existe na Paraíba. Temos a promessa do presidente da Confederação Brasileira de Tae Kwon Do, Carlos Fernandes. Ainda não chegou por problemas burocráticos", diz o mestre Tomaz André de Azevedo Silva, que treina Edival na Associação Mangabeirense de Tae Kwon Do e é presidente da Federação Paraibana da modalidade.

Como Silva fez cursos para utilização do material eletrônico e conhece as técnicas que resultam em pontos, o treino com o material antigo ganha um pouco de proximidade com o tae kwon do moderno. Duas semanas antes de cada competição importante, Netinho é despachado para Brasília, onde treina com o mestre Washington Azevedo, que tem a parafernália utilizada atualmente nas competições em sua academia.

A AMT, a Associação Mangabeirense, aliás, também não tem tatames ainda. A despeito dessas carências, o grau de motivação de Netinho não foi afetado.

"Netinho tem o biotipo ideal para o tae kwon do. Ele é bem magrinho (63kg) e alto (1,90m) e tem os membros inferiores compridos. Isso o ajuda a buscar o adversário na distância. Ele tem desenvolvido a potência, força explosiva e velocidade com os nossos treinos. Parte deles fazemos na praia. Devemos muito ao pai dele, o Loidimar, que é um grande incentivador e o apoia muito", diz Silva.

A dois anos dos Jogos Olímpicos do Rio, quando Edival terá 18 anos de idade, mestre Tomaz aposta que seu pupilo terá condições de brigar por vaga na seletiva olímpica. "Apesar da pouca idade, ele já tem bastante experiência. Creio que ele tem totais condições de conseguir a vaga".

 

 

 

 

 

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