Paranaenses pintam a cara como protesto

ENVIADO ESPECIAL

Bruno Winckler, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2010 | 00h00

CURITIBA

O Palmeiras entrou em campo 10 minutos antes do Atlético. Todos sabiam que as hostilidades a Danilo aconteceriam desde o primeiro segundo que ele pisasse no gramado, e não foi diferente. O zagueiro foi massacrado pelos gritos vindos das arquibancadas. O coro de "racista" ecoou antes do início do jogo e foi assim em todos os momentos em que Danilo tocou a bola. Uma sonora vaia o acompanhava sempre que participava de um lance. Como prometido, os atleticanos também prepararam protestos programados contra o zagueiro, que jogou três anos na equipe antes de se transferir para o Palmeiras. Muitos pintaram o rosto de preto. Um mosaico com a palavra "respeito" foi estendido no anel inferior da Arena.

Fora do estádio, nenhum incidente foi notificado à polícia. O Palmeiras foi a Curitiba preparado para enfrentar uma guerra que não existiu. Fez tudo para evitar que qualquer ação mais ostensiva dos torcedores do Atlético abalasse a concentração do time para o jogo, mas nenhuma das medidas preventivas adotadas pela direção alviverde precisou ser colocada à prova.

Ontem, a delegação deixou o hotel em direção à Arena com dois ônibus. Um vazio, escoltado por batedores da Polícia Militar. No outro foram os jogadores e a comissão técnica. A tática era despistar um possível atentado, mas nada ocorreu. "Fizemos tudo para evitar qualquer incidente mais grave. Depois de tudo o que aconteceu no primeiro jogo, a gente deveria estar preparado para tudo", disse o gerente administrativo Sérgio do Prado, que comandou todo o esquema de segurança.

O Palmeiras espera anunciar hoje a contratação do volante Marcos Assunção, do Grêmio Prudente. Carlinhos, lateral-esquerdo do Santo André, também está nos planos.

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