Parlamento Europeu faz pressão

Líderes da casa também propõem boicotar a cerimônia de abertura

O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2008 | 00h00

O alemão Hans-Gert Põttering, presidente do Parlamento Europeu, anunciou ontem que pretende boicotar a cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim se a China não encontrar uma solução pacífica para os conflitos no Tibete. O ato não foi isolado. Outros integrantes da casa também mostraram-se solidários à causa tibetana e participaram dos trabalhos colocando bandeiras do Tibete em suas mesas e vestindo camisetas com mensagens de protesto escritas.''Esperamos que os Jogos sejam bem-sucedidos. Mas há algumas condições para isso: o respeito à identidade cultural e religiosa do povo tibetano e a liberdade da informação durante os Jogos'', disse. Põttering também foi duro com o que considera uma estratégia do governo de Pequim: ''demonizar'' o dalai-lama e associá-lo ao terrorismo. O líder espiritual dos tibetanos foi convidado a ir ao Parlamento Europeu falar da situação na região.Os integrantes da facção ''verde'' do Parlamento foram os mais incisivos no protesto - vestiram camisetas com anéis olímpicos formados por algemas. ''A União Européia se recusa a participar da cerimônia de abertura. Os Jogos vão se realizar, mas é preciso lembrar o que há por trás disso. Não queremos atletas com sangue nos pés'', disse o franco-alemão Daniel Cohn-Bendit.O líder do Parlamento Tibetano no exílio, Karma Chophel, também esteve ontem no Parlamento Europeu e foi claro. ''A posição do governo tibetano se mantém. A Olimpíada deve se realizar. Mas devemos usar os Jogos para forçar a China a cumprir as regras internacionais.''''Sobre o possível boicote parcial de países do Ocidente aos Jogos, Chopel afirmou: ''Cada país deve decidir, segundo a sua consciência, se participa ou não.''''

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