Parte dos ingressos terá preços populares

Zurique - Copa do Mundo é oportunidade para faturar - com investimento de patrocinadores a negociação de direitos de televisão, de exploração de merchandising à venda de ingressos. Mas é justamente nesse último detalhe que o torneio no Brasil, dentro de 7 anos, poderá ser diferente daqueles mais recentes. Segundo Joseph Blatter, há quase uma década à frente da Fifa, o País reservará, em cada jogo, carga de entradas com preços populares. Para permitir que os menos favorecidos também tenham direito de ir aos estádios.A experiência inicial será colocada em prática na África do Sul, em 2010. A Fifa estará de olho na repercussão da medida e, em seguida, deve estendê-la para o Brasil. "Teremos uma categoria de preços mais baixos", admitiu Blatter, na entrevista concedida na sede da Fifa, um luxuoso prédio avaliado em US$ 200 milhões. "Utilizaremos o mesmo sistema em 2014", enfatizou o cartola-mor do futebol, com uma ressalva: a de que o Brasil é uma nação rica, o que significaria com o barateamento dos bilhetes seria uma concessão da FifaBlatter criticou a candidatura única, como ocorreu agora, a ponto de acabar com o rodízio de organização entre os continentes (veja na página 2). Mas, bem ao estilo morde-e-assopra, lembrou que o relatório elaborado pelos delegados que enviou ao Brasil indicou condições muito satisfatórias. "Fizemos um documento detalhado, que foi apresentado ao Comitê Executivo da Fifa", recordou. Nem todos levaram o estudo a sério. Michel Platini não o leu, porque sabe que a cerimônia de hoje será apenas protocolar.

O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2007 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.