Passo Gigante

Corinthians vence o Cruzeiro com gol de pênalti polêmico, assume liderança e hoje seca o Flu

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2010 | 00h00

O Corinthians credenciou-se definitivamente para brigar com o Fluminense pelo título brasileiro. Graças a Ronaldo. Para variar, de forma polêmica. O centroavante fez pressão no juiz Sandro Meira Ricci, que marcou pênalti de Gil no final da partida de ontem contra o Cruzeiro, no Pacaembu. Aos 43 minutos do segundo tempo, o Fenômeno cobrou o pênalti que ele próprio cavou. Com a vitória por 1 a 0, a equipe alvinegra livrou três pontos sobre o time mineiro (63 a 60) e dormiu na liderança do campeonato. E colocou pressão nos cariocas (61), que enfrentam o Goiás hoje no Engenhão.

Era noite de decisão e os dois times colocaram em campo o que tinham de melhor. Tite repetiu o ataque da vitória no clássico com o São Paulo (2 a 0), com Dentinho e Ronaldo. E até Jorge Henrique, recuperado de lesão muscular, o técnico teve à disposição no banco de reservas - foi o jogador mais comemorado pela torcida no anúncio das escalações e quando entrou em campo, na segunda etapa. O Cruzeiro pôde contar com o artilheiro Wellington Paulista, assim como com Gilberto, que retornou à ala-esquerda, com bastante liberdade para atacar.

O esquema cruzeirense - Marquinhos Paraná funcionou como um terceiro zagueiro - surpreendeu o Corinthians, que demorou a encaixar a marcação. O time visitante conseguiu conter os contra-ataques corintianos e ainda chegar com perigo à frente. Só não abriu o placar porque o atacante Thiago Ribeiro, quando ficou frente a frente com Júlio César, aos 14 minutos, preferiu encenar uma penalidade a fazer o gol. Tomou merecido cartão amarelo por simulação.

O Corinthians demorou a entender como o Cruzeiro estava postado, perdeu muitos minutos para a acertar a marcação. Só equilibrou a partida no final da primeira etapa, quando teve suas primeiras chances. Mas Ronaldo e Elias não aproveitaram. A tensão pairou nos ares do Pacaembu. A Fiel calou-se.

A segunda etapa foi outro jogo. Tite consertou o time no intervalo. E as ações se equilibraram e a Fiel voltou a jogar junto, reconhecendo ali no campo o time das últimas rodadas, frio, aguerrido, esperando o momento certo para dar o bote. Como ambos os times precisavam da vitória, se abriram, foram mais ao ataque. Qualquer deslize fatalmente decidiria a partida.

Assim, Montillo sempre estava cercado por dois corintianos - um deles, invariavelmente, Ralf. Do outro lado, o alvo era Ronaldo, que mesmo em noite apagada ainda aflige defesas. Com o Fenômeno marcado, sobrou um pouco de espaço para Jorge Henrique e Dentinho.

No final, veio a vitória polêmica. Os jogadores do Cruzeiro ficaram revoltados com a arbitragem. Fabrício chegou a abandonar o campo depois de chutar a bola para longe. Cuca foi expulso. "Não tem como o Palmeiras e o São Paulo não entregarem o Fluminense. O Corinthians joga com a arbitragem do lado", resmungou Roger. "Mas eu comemorei em 2005 (foi campeão pelo Corinthians) e agora não vou reclamar.""

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