Christof Stache/AFP
Christof Stache/AFP

Patinadora brasileira quer ‘voar’ nos Jogos Olímpicos de Inverno

Isadora Williams vive nos Estados Unidos e quer brilhar na disputa em PyeongChang com um salto ‘triplo-triplo’

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2017 | 17h02

O Brasil já tem uma representante nos Jogos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, que serão disputados em fevereiro do próximo ano. A patinadora Isadora Williams conquistou a vaga para o País e garante estar com sensação de dever cumprido. Ela pretende inovar na competição. “Vou colocar o salto triplo-triplo nos dois programas. Já consigo fazer, mas quero ser mais consistente”, revela, em entrevista ao Estado.

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Aos 21 anos, ela vai para sua segunda participação nos Jogos de Inverno – esteve em Sochi, em 2014. “Eu treinei muito para conquistar esta vaga. Tomei decisões que foram fundamentais para o meu sucesso e fica uma sensação enorme de dever cumprido”, conta a atleta.

Morando nos Estados Unidos, ela se mudou da Virginia para Nova Jersey em busca de melhores condições de treino. “Saí de casa e fui morar na casa de amigos. A família Kalluf me acolheu e morei com eles por oito meses. Comecei a treinar sob o comando de Igor Lukanin e Kristen Fraser, treinadores e ex-patinadores que competiram pelo Azerbaijão nos Jogos de Inverno de 2002 e 2006. E o apoio da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo foi fundamental para o sucesso.”

A mãe de Isadora é brasileira de Minas Gerais. A garota nasceu nos Estados Unidos, mas representa o Brasil nas competições . “Sinto muita falta do contato com a minha família mineira. Tenho muitos tios e tias, primos e primas em Belo Horizonte. Adoraria passar um verão inteiro com eles”, admite.

Mas, ela sabe que neste ano ficará longe para se dedicar aos treinos para os Jogos de Inverno. “A patinação é um esporte de precisão, em que você pratica a mesma rotina diariamente para desenvolver a memória muscular. Encanta as pessoas e aparenta leveza, mas exige muita força física.”

Isadora sabe que as principais potências da patinação artística são Rússia, Japão, Canadá e Estados Unidos. Por isso, quer aprimorar seus programas para poder sonhar mais alto em PyeongChang. “A adição do salto triplo-triplo permite melhorar muito a pontuação. Eu quero ter uma boa colocação para poder fazer o programa longo também”, explica a atleta, sobre a manobra que consiste numa sequência de duas piruetas triplas, ou seja, a atleta gira três vezes em torno do próprio eixo, coloca o pé no chão e faz o mesmo movimento novamente.

 

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