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Patinadora campeã mundial nega relação com doping

Carolina Kostner está sendo acusada de ter ajudado o ex-namorado a ingerir substâncias proibidas antes da Olimpíada de Londres

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2014 | 10h25

Medalhista de bronze na patinação artística nos Jogos de Inverno de Sochi/2014, a italiana Carolina Kostner está sendo acusada pelo conselho antidoping do Comitê Olímpico Italiano de ter ajudado o ex-namorado Alex Schwazer, campeão olímpico da marcha atlética, a ter se dopado antes dos Jogos de Londres/2012.

O caso vem causando grande repercussão na Europa e a patinadora quebrou o silêncio nesta terça-feira, afirmando que nada tem a ver com o doping do então namorado. "Se eu soubesse que o Alex estava se dopando, eu teria convencido ele a confessar, pela própria saúde dele", garantiu a patinadora, em entrevista ao jornal Fatto Quotidiano.

Kostner é uma das principais patinadoras da atualidade e ganhou medalhas em seis Mundiais desde 2005, tendo sido campeã em 2012, vice no ano passado e bronze em 2014. "Ser acusada de ser cúmplice é intolerável para mim. Eu nunca me dopei, nunca ajudei Alex a se dopar e eu não sabia de nada até o resultado positivo. Como pode eles pedirem uma punição maior do que a um atleta que se dopa?", questiona a italiana.

De fato, o Comitê Olímpico Italiano pede uma suspensão de 51 meses a Kostner, enquanto seu ex-namorado está cumprindo um gancho de 42 meses. Schwazer, ouro nos 50 quilômetros em Pequim/2008 testou positivo para o hormônio sintético EPO em um exame surpresa antes dos Jogos de Londres, sendo afastado da delegação italiana antes de competir. O atleta admitiu o doping e abandonou o esporte.

O ex-marchador admitiu que se consultou com Michele Ferrari, o médico que depois seria o pivô do escândalo de doping de Lance Armstrong. Kostner foi com o então namorado à consulta com o médico, mas assegura que não sabia que ele se dopava. Ela também admitiu que mentiu para os inspetores da Wada (Agência Mundial Antidoping) negando que Schwazer estivesse na casa dela em 30 de julho de 2012, dias antes de ele falhar em um teste surpresa.

"Eu apenas tive alguns segundos para decidir o que fazer. Eu menti porque ele pediu, mas eu nunca, nunca, encobri ele, porque eu não tinha ideia do que estava acontecendo", afirma Kostner. "Ele explicou que era para ajudar na respiração. Eu estava feliz que ele finalmente foi me ver por dois dias (na Alemanha) e eu não queria perder tempo discutindo isso."

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