Patrik completa 100 jogos no Palmeiras sem ligar para vaias

Aos 22 anos, o jogador sabe que não agrada boa parte da torcida, mas conta com o apoio e a confiança de Felipão

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h01

Patrik é um jogador que desperta amor e ódio no Palmeiras. A maior parte da torcida não gosta dele, enquanto o técnico Luiz Felipe Scolari parece confiar muito no garoto de 22 anos. Tanto que se o meia entrar em campo amanhã, contra o Atlético-GO, atinge a marca de 100 jogos pelo clube. Uma marca considerável para um jogador tão questionado.

Em entrevista ao Estado, o tímido meia disse que entende as vaias da torcida e credita ao seu estilo de jogo o fato de ser tão desvalorizado. "O Márcio Araújo e o João Vitor também passam por isso. Nós corremos bastante e a técnica não sobressai. A torcida fica brava, porque eles gostam de quem faz gol."

Patrik tem apenas 11 gols marcados no Palmeiras, sendo dois nessa temporada. Mas sua vontade em campo conquista Felipão. "A raça que eu mostro nos treinos eu passo para os jogos e isso faz o treinador gostar de mim", explicou o jogador.

Surpresa até para Patrik. Ele deve ser titular amanhã e atingir a marca centenária com a camisa alviverde, um número que nem o jogador imaginava que poderia chegar pelo clube. "Eu vim para o time B e em 2010 já subi para o profissional. É uma marca especial que eu nem sonhava atingir quando cheguei."

Patrik é um jogador que por enquanto está nos planos da diretoria para o ano que vem, já que em momento algum apareceu clubes interessados em contratá-lo. "Eu quero jogar a Libertadores e vou trabalhar para mostrar que mereço ficar." A intenção do jogador também é permanecer, mesmo que seja para reserva.

A diretoria tenta contratar mais jogadores para atuar com Patrik. Por enquanto, o club e vai atrás apenas de reforços para compor o elenco, que atualmente está recheado de garotos da base. Depois de ver fracassada a negociação com o lateral-direito Eduardo, do Joinville, o novo alvo para a lateral-direita é Ayrton, do Coritiba.

A queda de rendimento de Artur com a saída de Cicinho preocupa a diretoria, que pretende acertar com alguém para fazer "sombra" ao jogador. A ideia inicial é que mais nenhum jogador chegue ao clube neste ano e os reforços só se apresentem em janeiro. A direção promete reforços de peso, mas garante não conversar com ninguém no momento e que analisa o mercado.

Eleições diretas. O Palmeiras está próximo de sacramentar as eleições diretas. As arestas, que impediam o acerto, foram acertadas na última reunião do conselho e até o dia 1.º de outubro uma nova reunião deve definir a mudança que valerá a partir da eleição de 2014. A disputa de janeiro de 2013 permanece indireta.

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