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Patriots e Falcons decidem o Super Bowl que pode coroar Tom Brady

Após punição, jogador contou com a ajuda da mulher Gisele Bündchen para se manter focado

Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2017 | 17h00

Quando a temporada 2016/2017 do futebol americano começou, a modelo brasileira Gisele Bündchen publicou uma foto recebendo um passe do marido Tom Brady e avisou aos fãs e rivais do New England Patriots: 'Não se preocupem, ele vai estar preparado'. A promessa foi cumprida e, neste domingo, às 21h, o astro entra em campo para decidir o Super Bowl 51, contra o Atlanta Falcons, e colocar de vez seu nome da história da NFL.

A brincadeira foi uma forma de mostrar que o quarterback, posição responsável por comandar as ações ofensivas dos times, estava treinando por conta própria depois de ser punido em escândalo envolvendo a calibragem irregular das bolas usadas por sua equipe nos playoffs do ano anterior. Foram quatro jogos longe de qualquer contato com seus companheiros até o aguardado retorno. Durante a temporada regular, Brady jogou 12 partidas, conquistando 11 vitórias, e não teve problemas para vencer o Pittsburgh Steelers na decisão da Conferência Nacional por 36 a 17.

Quando pisar no gramado do NRG Stadium, em Houston, o veterano de 39 anos jogará seu sétimo Super Bowl, maior marca da história de um jogador da NFL, superior ao número de 28 das 32 franquias que disputam a liga. Atualmente com seis finais - e quatro títulos conquistados -, o líder dos Patriots está empatado nesta estatística com o defensive tackle Mike Lodish, que fez carreira no Denver Broncos. 

 

Se ganhar o troféu Vince Lombardi, outra marca impressionante será alcançada em sua carreira. O camisa 12 deixará para trás as lendas Terry Bradshaw e Joe Montana e será o quarterback com mais títulos na competição. Os norte-americanos adoram reverenciar suas estrelas. E mesmo que o recorde não venha neste domingo, Brady garante que sua carreira não está perto do fim. "É bom me sentir melhor fisicamente à medida que as temporadas vão passando. Espero seguir jogando", afirmou durante evento com a mídia que está cobrindo a grande decisão. Gisele certamente tem boa participação nesse entusiasmo de Brady.

CAMINHO

Escolha número 199 do recrutamento de 2000, o jogador mostra a mesma paciência que teve para encontrar seus companheiros nos jogos até mesmo quando foi perguntado sobre a polêmica punição que sofreu por causa das bolas murchas. 

 

"Eu não ligo mais para isso. É passado. Estou pensando em coisas positivas para a minha vida, tentar alcançar meus objetivos. Bom ou ruim? Indiferente. Sou uma pessoa positiva e tento levar minha vida desta maneira. Queremos vencer este jogo e é por isso que estamos aqui". 

Querendo estragar toda essa festa montada pelo astro, o Atlanta Falcons também conta com uma grande estrela na posição de quarterback: Matt Ryan. Estrela da universidade Boston College, vizinha à sede dos Patriots, ele se tornou amigo de Brady durante seus primeiros anos de carreira.

Ryan comandou o melhor ataque da temporada regular e levou o título da Conferência Americana com consistente atuação contra o Green Bay Packers, por 44 a 21. Após um excelente ano, o atleta de 31 anos admitiu ter trocado de mentor para sua primeira aparição no Super Bowl. Ele se aconselhou com os irmãos Peyton Manning, cinco vezes melhor jogador da liga, e Eli Manning, homem responsável pelas únicas duas derrotas de Tom Brady no Super Bowl, em 2008 e 2012. 

 

"Conheci Eli ao longo dos anos. Ele é um grande cara. Eu acho que o conselho dele foi: 'Vocês se conhecem e sabem o que fazem'. No fim das contas, esse é provavelmente o melhor conselho que você pode receber. Confiar no que fazemos, confiar no nosso processo, em quem somos e como fazemos as coisas. Acho que estaremos prontos".

Para o técnico Dan Quinn, ter um grupo unido será um diferencial para o primeiro título da história dos Falcons, derrotados pelos Broncos na única aparição que fizeram na grande final do futebol americano, em 1999.

"Esta é a chave. Eles trabalham muito e jogam um pelo outro, por isso sou um cara tão sortudo. O que eu posso falar para o meu time é sobre como vamos jogar. Tacklear com força, ter atenção. Eles têm experiência e é bom para todos, mas nós temos de fazer o nosso jogo". 

 

Ciente do poderio defensivo de seu adversário, o treinador dos Patriots, Bill Belichick, já estuda formas de parar Julio Jones, principal alvo das jogadas do ataque rival. "Ele é um grande jogador em uma posição onde tem uma rara tenacidade e competitividade. É um grande bloqueador, além de todas as coisas que ele fez como recebedor e após a recepção. Tenho um tremendo respeito por Julio."

Os Falcons terminaram a temporada com média de 33,8 pontos por jogo, já os Patriots lideraram os números defensivos cedendo menos da metade disso, 15,6. Esta será a sexta vez que o melhor ataque enfrenta a melhor defesa na decisão da NFL, sendo que a defesa levou a melhor em quatro delas. No confronto mais recente, a 'Legion of Boom', como é chamado o núcleo defensivo do Seattle Seahawks, dominou o ataque do Denver Broncos na vitória por 43 a 8, em 2013.

 

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Declaração de Gisele Bündchen já causou mal-estar para Tom Brady

Modelo brasileira culpou companheiros de equipe do jogador por derrota no Super Bowl em 2012

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2017 | 17h00

Tom Brady já esteve no Brasil em algumas oportunidades. Suas aparições mais marcantes foram no carnaval de 2011, quando Gisele Bündchen foi um dos destaques da escola de samba Unidos de Vila Isabel, e na despedida da top brasileira das passarelas, no São Paulo Fashion Week, em 2015.

Neste mesmo ano, mister Brady revelou que se sente no Brasil toda vez em que a família está conversando em português. "Minha mulher só fala português com nossos filhos. Na nossa casa, têm pessoas que tomam conta do lar que são brasileiras, minha mulher meio que importou o Brasil para cá. Eu me sinto em São Paulo". 

Mesmo sem dominar muito bem o idioma, o jogador contou qual é sua frase preferida. "Muitas vezes eu sei o contexto e consigo decifrar. Minha frase favorita é 'Papai não sabe de nada'."   

Já a brasileira também é presença constante nas partidas de futebol americano. Mas em 2012, o que serve como uma forma de apoio entre eles, causou um grande mal-estar. Após derrota do Patriots para o New York  Giants, naquele ano, um grupo de torcedores rivais foi provocar a modelo, que retrucou culpando os companheiros de Brady pelo resultado de 21 a 17.

"Você precisa pegar a bola quando é para você pegar a bola. Meu marido não pode lançar a bola e pegá-la ao mesmo tempo. Eu não posso acreditar que deixaram a bola cair tantas vezes", muito provavelmente falando das falhas dos wide receivers Wes Welker e de Aaron Hernandez, numa bela cornetada. 

 

A declaração repercutiu negativamente até mesmo do lado vencedor. Incomodado, o running back Brandon Jacobs retrucou dizendo que a brasileira precisava apenas "continuar bonita e calar a boca". 

O fato já está superado e Brady fez questão de elogiar a amada antes de mais uma decisão. "Eu sou abençoado por encontrá-la. É uma mulher maravilhosa, uma parceira maravilhosa. Ela faz tudo por mim". 

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Super Bowl volta ao palco da polêmica apresentação de Timberlake e Janet Jackson

Show do Intervalo de 2004 ficou marcado após irmã de Michael Jackson ficar com o seio exposto

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2017 | 17h00

Palco de grandes eventos musicais e esportivos como jogos de futebol da Copa América Centenário, de WWE, mais popular evento de luta livre, e de corridas de carros gigantes, o NRG Stadium volta a receber o Super Bowl após 13 anos.

Construído em 2002 para ser a casa do Houston Texas, o estádio tem capacidade para 71.975 lugares e já viu o New England Patriots derrotar o Carolina Panthers, por 32 a 29, e faturar o Super Bowl 38. Mas foi o concorrido Show do Intervalo de 2004 que ganhou repercussão da mídia mundial.

A apresentação teve vários artistas, como P. Diddy, Nelly e Kid Rock. No entanto, foram outras duas atrações que chamaram a atenção. No fim da música 'Rock Your Body', Justin Timberlake arrancou parte da roupa de Janet Jackson, deixando o seio da cantora exposto. O fato até poderia ser um 'mau funcionamento do figurino', como acabou sendo alegado depois, mas uma grande joia nos seios da irmã de Michael Jackson fez as pessoas alegarem premeditação na cena.

A performance da dupla foi vista por mais de 90 milhões de pessoas e gerou um recorde de 540 mil reclamações ao FCC - Federal Communications Commission, órgão norte-americano responsável por avaliar queixas do público contra emissoras de TV.

Desta vez, Lady Gaga será responsável por comandar o espetáculo. Dona de seis Grammys, a estrela pop se junta a um seleto grupo de artistas que já se apresentou no Super Bowl, como Paul Mccartney, Beyonce, Katy Perry, U2, Madonna, The Who e Michael Jackson.

ALTOS VALORES

Acompanhar um evento esportivo concorrido, com um grande show no intervalo não é barato. O ingresso com preço mais 'popular' para a partida não era negociado por menos de R$ 6 mil, de acordo com o site de revendas StubHub. Já quem preferiu fazer um rateio com os amigos e fechou um camarote com 26 lugares pagou a bagatela de R$ 1,3 milhão.

Fora de campo, o Super Bowl também é o dia mais esperado pelo mercado publicitário. Muitas empresas, dos mais variados segmentos, investem em grandes produções e deixam para lançar produtos nesta data. Este ano, a compra de 30 segundos de propaganda no intervalo está sendo negociado por quase R$ 16,5 milhões.

O objetivo dos anunciantes é atingir o público de mais de 1 bilhão de pessoas que deve acompanhar a partida em tempo real por  todo o mundo.

No Brasil, o esporte teve um crescimento em audiência de 800% entre 2011 e 2015. Em recente pesquisa divulgada pelo do Ibope, 15,2 milhões de brasileiros declararam ser fãs da modalidade.

COMERCIAIS

Confira alguns dos melhores comerciais da história do Super Bowl

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Everaldo Marques*, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2017 | 17h00

Em campo neste domingo, o jogador de NFL mais popular da atualidade, Tom Brady. Além disso, o duelo do melhor ataque e da melhor defesa. E, a oito mil quilômetros de Houston, algumas centenas de milhares de brasileiros na frente da TV – ou da telona dos cinemas – ansiosos pelo confronto entre Atlanta Falcons e New England Patriots e prontos para invadir a madrugada na torcida.

O domingo do Super Bowl 51, maior dia do esporte nos Estados Unidos, virou um evento brasileiro, também. Cada vez mais gente se organiza para assistir à decisão da Liga junto a amigos ou em festas especiais organizadas por bares e restaurantes. 

O crescimento da modalidade por aqui chegou a tal ponto que, no País que só pensa (e respira) em futebol, o assunto esportivo mais comentado desta segunda-feira provavelmente terá a ver com touchdowns, fumbles, field goals... e o show da Lady Gaga, naquela festa do intervalo do jogo! Quem diria!

*Narrador da ESPN

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