Patrocinador condena uniforme do vôlei

A criação de novas cores para os uniformes das seleções brasileiras masculinas e femininas de vôlei desagradou o principal patrocinador da equipe, o Banco do Brasil (BB). A instituição financeira informou nesta sexta-feira à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não ter gostado das camisas pretas com listras douradas para os homens e rosa para as mulheres.O presidente da CBV, Ary Graça, passou a manhã de hoje conversando com diretores do BB com o objetivo de encontrar uma solução para o episódio. "Estamos em contato e ouvindo o Banco do Brasil, assim como todos os patrocinadores. Certamente acharemos uma solução a quatro mãos", contou o dirigente.Na quarta-feira, a CBV em parceria com a Olympikus (sua fornecedora de material esportivo) lançou no Rio os novos uniformes da seleção. O preto com listras douradas, em homenagem à medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Atenas, para o time masculino e o rosa para o time feminino foram as principais novidades das camisas, que também perderam as mangas, com o objetivo de dar maior mobilidade aos atletas.Além do preto e do rosa, as duas seleções ainda têm a possibilidade de atuar com mais quatro opções de uniformes: verde ou amarelo ou azul ou branco. As novas camisas estarão à disposição do público a partir de abril, ao preço médio de R$ 100,00, cada. Já prevendo a possibilidade de críticas, o presidente da CBV, na quarta-feira, mandou um aviso para os "conservadores"."Estamos em um País de todas as cores e temos que usar todas. O nosso público é jovem e precisamos dar atenção a eles. Mostrar que temos um olhar para o presente", destacou Graça.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2005 | 13h32

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