Patrocinador espera explicação da CBV

Os novos uniformes das seleções brasileiras masculina e feminina de vôlei podem acabar com uma parceria de R$ 90 milhões e que perdura há 14 anos entre a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Banco do Brasil (BB). As camisas pretas com listras douradas para homens e rosa para mulheres não foram aprovadas pela diretoria da estatal, apesar de terem sido lançadas com festa na quarta-feira. "Há 60 dias nossa Gerência de Marcas recusou a utilização das cores e a forma de aplicação da marca do banco. Esperamos a CBV mandar uma nova proposta e fomos surpreendidos ao saber pela imprensa do lançamento das camisas", explicou o diretor de Marketing e Comunicação do BB, Henrique Pizzolato. "Pode ficar caracterizada a quebra de contrato, já que deveríamos ter dado o aval. E apesar de o banco já ter aprovado o novo documento, a Secretaria de Comunicação do Governo ainda não o fez e isso pode dificultar."Após a conquista da medalha de ouro em Atenas pela seleção masculina, a CBV e o BB firmaram um novo compromisso até 2008. Pelo novo contrato a estatal se compromete a investir, por ano, R$ 22 milhões, corrigidos pela inflação. Na ocasião do lançamento das camisas, o presidente da CBV, Ary Graça, justificou a escolha das novas cores para poder agradar o principal público da seleção, os jovens, além de ficar em sintonia com a modernidade. Nesta sexta-feira Pizzolato discordou da argumentação do dirigente. "Não sei se isso é modernidade. Todo dia recebemos milhares de pedidos de jovens das camisas da seleção verde e amarela. Mas, quero conhecer os estudos técnicos feitos por eles para chegarem a essa conclusão", falou o diretor de Marketing e Comunicação do BB.?Quatro mãos? - Em seguida, não escondeu que o episódio gerou um mal-estar. "Fica uma pergunta que precisarei responder a meus superiores: que tipo de parceria é esta?" A afirmação do presidente da CBV que, em nota, frisou estar em contato com o BB, para a solução ser encontrada a "quatro mãos" também deixou Pizzolato descontente. O diretor da estatal negou ter sido procurado nesta sexta-feira pelo dirigente.Além das camisas pretas com listras douradas, inseridas para homenagear a conquista da medalha de ouro, para homens e rosa para mulheres. Ambas as seleções ainda têm a possibilidade de atuar com mais quatro opções de uniformes: verde ou amarelo ou azul ou branco. "Mudar agora que nossas cores estão sendo valorizadas lá fora? Não entendi", argumentou Pizzolato.Fornecedora de material esportivo para a CBV, a Olympikus informou que "fará qualquer ajuste pedido pela confederação com relação a marca de outros parceiros da entidade". A previsão é a de que os novos trajes fiquem à disposição do público a partir de abril, ao preço médio de R$ 100, cada.Participe da enquete sobres os uniformes do vôlei

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2005 | 18h37

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