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Paulo Cézar Caju: Nova ordem faz bem ao futebol do país

Vou todos os anos à França, acompanho de perto o Campeonato Francês e vejo com bons olhos essa disputa acirrada pela liderança entre Paris Saint-Germain e Montpellier. Acho que vai fazer muito bem ao país o fim da hegemonia de equipes como Olympique de Marselha, onde eu joguei na década de 70, e Lyon, que ganhou sete campeonatos seguidos entre 2002 e 2008.

CAJU JOGOU NO OLYMPIQUE EM 1974 E1975, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2012 | 03h06

O futebol francês está bem abaixo do inglês, do italiano, do espanhol e do alemão. Nesse ponto, França e Portugal se equivalem e têm campeonatos de nível médio. Mas o fim dessa hegemonia pode mudar esse quadro histórico e fazer com as equipes franceses obtenham algum sucesso nas competições internacionais. Na Copa dos Campeões, por exemplo, o único time do país que tem um título é o Olympique. O Saint-Etienne, na época que eu joguei lá, chegou na final, mas não levou, enquanto que o Lyon nunca passou das quartas de final.

Essa mudança na ordem do futebol francês, porém, não é de hoje. Ano passado, por exemplo, o campeão nacional foi o Lille e o Olympique venceu em 2010 depois de 18 anos, apesar do seu técnico, o retranqueiro Didier Deschamps. O fato de o time mais popular do país ter ficado tanto sem conquistar um título é a prova de que os outros acordaram, se fortaleceram e também montaram estruturas profissionais.

É preciso destacar também que o futebol francês nunca foi tão poderoso em termos de dinheiro se comparado com países como Inglaterra e Espanha. É por isso que esses investidores árabes que compraram parte do PSG têm papel fundamental nessa mudança. Eles estão montando um time que pode ser campeão nacional e fazer uma bela participação na próxima Copa dos Campeões, afinal esse é o objetivo deles. Ano passado, o PSG já foi eliminado na fase de grupos da Liga Europa e para eles isso é perda de dinheiro.

Há outro fator importante nessa nova fase. Um time forte faz bem para a cidade porque o parisiense gosta do futebol e tem uma rivalidade muito grande com Marselha, tipo Rio e São Paulo.

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