Paysandu empata com CRB nos acréscimos e completa 10 jogos invicto na Série B

Com um gol de Domingues aos 47 minutos do segundo tempo, o Paysandu buscou o empate com o CRB por 2 a 2, neste sábado, depois de sair perdendo por 2 a 0 mesmo atuando no estádio da Curuzu, em Belém. Este jogo fechou a 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B e teve um resultado justo pela valentia do time paraense em recuperar o prejuízo.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

23 de julho de 2016 | 23h14

O Paysandu está agora invicto há 10 jogos na competição e mais dois na Copa do Brasil, mas o goleiro Emerson foi vazado após 1.105 minutos sem buscar a bola nas redes. Com 21 pontos, o clube do Pará ocupa a 14.ª posição, contra 32 do CRB, que perdeu uma posição para o Ceará, que foi a 33, e fica com a terceira posição, mas dentro do G4 - a zona de acesso.

Logo nos primeiros momentos do jogo ficou nítida a intenção de cada time. De um lado o Paysandu, com três atacantes, disposto a usar da pressão para marcar seu gol. Do outro o CRB esperando o erro do adversário e armado no 4-4-2. A primeira grande chance do time paraense aconteceu aos 18 minutos, quando Rafael Costa arriscou chute de longe e Júlio César fez grande defesa ao saltar no chão e mandar a bola para escanteio.

Mas o visitante foi fatal. Aos 28 minutos, em um rebote da defesa, o volante Olívio teve tempo de ajeitar a bola e chutar no canto esquerdo de Emerson. O goleiro não sofria gol há 1.105 minutos, com nove jogos pela Série B e mais dois pela Copa do Brasil.

Talvez irritado por isso, ele perdeu a cabeça com o atacante Zé Carlos aos 32 minutos, que ficou na sua frente em uma reposição de bola. Mas quando o artilheiro do CRB já tinha saído de perto dele e deixado a área, o goleiro chutou a bola em Zé Carlos. Ela tocou nas suas nádegas e entrou no gol. Longe do lance, o árbitro Sandro Meira Ricci, com muito atraso, marcou falta do alagoano, gerando muitos protestos.

Sandro Meira Ricci é árbitro da Fifa e foi o único brasileiro a participar da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, esteve na Copa América de 2015 e está indicado como único juiz brasileiro na Olimpíada do Rio. Depois deste lance, ele também se abalou emocionalmente e cometeu, pelo menos, mais dois erros infantis. Este foi seu primeiro jogo na Série B.

Antes do intervalo, o Paysandu ainda criou outra grande chance em uma cabeçada de Gilvan que Júlio César defendeu no chão. Esta foi a primeira vez que o técnico Gilmar dal Pozzo saiu em desvantagem com o time paraense. Tentou mudar no segundo tempo quando tirou o meia Rafael Costa e colocou o atacante Ruan, ficando com quatro homens na frente. Mas ele perdeu o domínio do meio de campo.

Mesmo assim, aos cinco minutos, o time da casa teve uma chance de ouro, quando Ruan acertou o travessão de Júlio César, que estava em noite de sorte. O mesmo não valia para Emerson, que quase falhou aos 17 minutos em uma cabeçada fraca de Zé Carlos na pequena área que ele soltou e a bola bateu na trave.

Em seguida, Zé Carlos foi substituído por Neto Baiano. A estrela do técnico Mazola Júnior brilhou porque aos 21 minutos o seu novo atacante esticou os pés na pequena área e concluiu para as redes o cruzamento de Roger Gaúcho pelo lado direito, quase na linha de fundo. Dal Pozzo tentou corrigir seu erro ao trocar o volante Ricardo Capanema por Jhonnatan. A torcida, irritada, o chamou de burro.

Aos 36 minutos, porém, Matheus Galdezani cometeu pênalti em cima de Celsinho, em um lance desnecessário. Leandro Cearense cobrou bem, deslocando o goleiro e diminuindo o placar.

Os últimos minutos foram de esperança para os paraenses e de tensão para os alagoanos. A primeira grande chance saiu aos 45 em uma cabeçada de Leandro Cearense, que Júlio César espalmou com a mão trocada no ângulo. Mas ele não segurou o chute forte de Domingues, aos 47, que deixou tudo igual.

O Paysandu volta a jogar pela Série B no próximo sábado, às 16 horas, em casa, diante do Vila Nova. Antes, nesta quarta-feira, enfrenta o Juventude, também no estádio da Curuzu, pela rodada de volta da terceira fase da Copa do Brasil - a ida foi 0 a 0. O CRB entra em campo na próxima sexta, às 19h15, no estádio Rei Pelé, contra o Brasil, de Pelotas (RS).

FICHA TÉCNICA

PAYSANDU 2 x 2 CRB

PAYSANDU - Emerson; Edson Ratinho, Fernando Lombardi, Gilvan e João Lucas; Ricardo Capanema (Jhonnatan), Domingues e Rafael Costa (Ruan); Tiago Luís (Celsinho), Leandro Cearense e Fabinho Alves. Técnico: Gilmar dal Pozzo.

CRB - Júlio César; Marcos Martins, Flávio Boaventura, Diego Jussani e Diego; Olívio, Matheus Galdezani, Gerson Magrão e Roger Gaúcho (Assisinho); Luidy (Welinton Junior) e Zé Carlos (Neto Baiano). Técnico: Mazola Júnior.

GOLS - Olívio, aos 28 minutos do primeiro tempo; Neto Baiano, aos 21, Leandro Cearense (pênalti), aos 36, e Domingues, aos 47 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Fernando Lombardi e Edson Ratinho (Paysandu).

CARTÕES VERMELHOS - Gilvan (Paysandu) e Welinton Junior (CRB).

ÁRBITRO - Sandro Meira Ricci (Fifa/SC).

RENDA - R$ 96.910,00.

PÚBLICO - 4.496 pagantes (8.898 no total).

LOCAL - Estádio da Curuzu, em Belém (PA).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.