Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Pedro Spajari melhora desempenho após descobrir doença rara

Há dois anos o atleta descobriu ser portador da Síndrome de Klinefelter, que reduz o nível de testosterona do corpo, afeta a atenção e prejudica a imunidade

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

24 Agosto 2018 | 05h33

Pedro Spajari esbanjou evolução nas piscinas nos últimos dois anos, principalmente nos 100 metros livre, a ponto de se tornar uma das grandes apostas do Brasil para a Olimpíada de Tóquio, em 2020. Mas, para se tornar o terceiro mais rápido do mundo na prova na temporada, ele precisou superar um problema genético, que atrapalhava o seu rendimento.

Foi há dois anos que o atleta descobriu ser portador da Síndrome de Klinefelter, que atinge apenas homens. O problema reduz o nível de testosterona do corpo, afeta a atenção e prejudica a imunidade. "Isso me atrapalhava muito porque eu ficava doente o tempo todo. Fazia uma semana de treino forte e passava duas semanas doente", explicou o nadador.

A doença, que é crônica e exige tratamento constante, foi descoberta em 2016, ano que Spajari considera como um dos piores de sua vida. Não por acaso. A síndrome reduziu o seu rendimento e acabou com o sonho de defender a seleção nos Jogos do Rio, em 2016. Ao descobrir o problema, iniciou o tratamento médico com reposição hormonal, devidamente autorizada pelas autoridades esportivas. "Essa recuperação hormonal é apenas para me igualar a todo mundo, por que a minha taxa de testosterona é muito baixa", explica o nadador.

Desde o início do tratamento, Spajari vem recuperando o terreno perdido em 2016. Baixou o seu tempo nos 100m livre em mais de dois segundos desde 2014. Neste ano, superou pela primeira vez a barreira dos 48s ao registrar 47s95 no Maria Lenk. No Pan-Pacífico, foi um dos principais responsáveis por conquistar o ouro com a seleção no revezamento 4x100m livre, no início do mês.

 

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