Pela 1ª vez, EUA não veem título dos pesados

Sem cartaz na América do Norte, Wladimir Klitschko encara Eddie Chambers na Alemanha, diante de 50 mil

Wilson Baldini Jr., O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

Uma disputa de título mundial dos pesos pesados para os norte-americanos é como uma partida da seleção de futebol para os brasileiros. Mas hoje os maiores fãs da nobre arte não vão ver Wladimir Klitschko defender os cinturões da Federação Internacional e da Organização Mundial de Boxe. Motivo: a falta de carisma, o baixo nível técnico do campeão e seus fracos rivais. A ESPN Brasil transmite a partir das 18h50.

Ross Greenburg, presidente do canal HBO, tentou ser elegante ao justificar a não transmissão, mas não conseguiu. "O público dos EUA se confunde e não sabe quando está em ação Wladimir ou Vitali", afirmou, referindo-se ao irmão mais velho, campeão pelo Conselho Mundial.

No site dos Klitschko (www.klitschko.com) o assinante poderá ver a luta por US$ 14,95. "Eles não são convincentes. Dominam, mas nunca enfrentaram rivais importantes. Jamais poderão ser comparados a Joe Louis, Muhammad Ali ou Mike Tyson", disse o empresário de Chambers, Dan Goossen.

Tim Loeffler, diretor da K2, empresa que organiza os combates dos Klitschko, contra-ataca. "Nunca o interesse pelos pesados esteve tão forte na Europa. Eles enchem as arenas e possuem contratos milionários com a Mercedes-Benz e Hugo Boss. No Japão e Austrália esses caras também são reconhecidos." Cerca de 50 mil espectadores vão lotar hoje o Estádio de Dusseldorf, na Alemanha.

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