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Pela primeira vez o Brasil terá mulher como porta-bandeira no Pan

Martine Grael e Kahena Kunze foram escolhidas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB)

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2019 | 20h47

Pela primeira vez o Brasil terá nos Jogos Pan-Americanos uma mulher como porta-bandeira. Ou melhor, duas. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) escolheu a dupla Martine Grael e Kahena Kunze para ter essa honraria na cerimônia de abertura desta sexta-feira, quando a delegação entrará junto com as outras 40 nações no campo do Estádio Nacional de Lima, no Peru.

"É uma honra muito grande e estamos felizes com essa indicação. É gratificante poder carregar o esforço das mulheres e dos atletas que estão reprensentando o Brasil. Isso significa muito para gente e vamos carregar as energias para que as mulheres possam conquistar muitas medalhas", disse Kahena.

O COB precisou fazer um pedido especial para a PanAm Sports, para que fosse liberada a presença de uma dupla, algo muito raro nas cerimônias. O aceite foi dado e curiosamente elas vão repetir o feito da dupla Peter Burley e Blair Tuke, da Nova Zelândia, que foram indicadas para isso nos Jogos Olímpicos do Rio. Eles também são da vela, da mesma classe que as brasileiras, a 49er.

"Não faria sentido não estar as duas, pois conquistamos tudo juntas. Ser dupla é muito significativo. Achei incrível que fizeram esse pedido para serem as duas. Em 1995 meu pai levou essa bandeira e estou muito animada para fazer o mesmo na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de Lima", comentou Martine.

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O primeiro porta-bandeira do Brasil na história do Pan foi Roberto Chap Chap, do lançamento de martelo. Coube a ele ter essa função em 1963. Quatro anos depois, em Winnipeg, Rodney Stuart Bell, do polo aquático, foi o representante. Depois, em 1971, o medalhista de prata na Olimpíada de 1968, Nelson Prudêncio, do salto triplo, foi o felizardo em Cali, na Colômbia.

No ano de 1975, no Pan da Cidade do México, Antônio Carlos Moreno, do vôlei, foi porta-bandeira em sua terceira participação no evento. Já em 1979, em San Juan (Porto Rico), o escolhido foi Arthur Telles Ribeiro, da esgrima, que competiu nos Jogos Olímpicos de 1968 e 1976.

Na edição de Caracas, na Venezuela, em 1983, o nadador Ricardo Prado liderou o Time Brasil. Quatro anos depois, Ronaldo de Carvalho (remo) entrou para a história no Pan de Indianápolis. No Pan de 1991, em Havana, coube ao velocista Robson Caetano representar o Time Brasil na cerimônia de abertura.

O velejador Torben Grael, com um currículo vencedor, foi o homenageado no Pan de 1995, em Mar del Plata. Outro grande nome da vela, Robert Scheidt, foi o representante em 1999, em Winnipeg, no Canadá. Já em Santo Domingo, na República Dominicana, o jogador de vôlei Maurício Lima foi o escolhido.

Depois, no Pan do Rio, em 2007, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima foi o porta-bandeira. Já em Guadalajara, no México, Hugo Hoyama, do tênis de mesa, recebeu a função. E o porta-bandeira do Brasil no Pan de Toronto, em 2015, foi o nadador Thiago Pereira, que no Canadá se tornou o maior medalhista do Brasil no Pan.

​PORTA-BANDEIRA DO BRASIL NO PAN:

São Paulo 1963: Roberto Chap Chap

Winnipeg 1967: Rodney Stuart Bell

Cali 1971: Nelson Prudêncio

Cidade do México 1975: Antônio Carlos Moreno

San Juan 1979: Arthur Telles Ribeiro

Caracas 1983: Ricardo Prado

Indianápolis 1987: Ronaldo de Carvalho

Havana 1991: Robson Caetano

Mar del Plata 1995: Torben Grael

Winnipeg 1999: Robert Scheidt

Santo Domingo 2003: Maurício Lima

Rio de Janeiro 2007: Vanderlei Cordeiro de Lima

Guadalajara 2011: Hugo Hoyama

Toronto 2015: Thiago Pereira

Lima 2019: Martine Grael e Kahena Kunze

 

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