Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Pelé pede que manifestantes 'poupem' seleção na Copa

Ex-jogador também afirma que gostaria de ver Brasil e Uruguai na final do Mundial

Ronald Lincoln Jr, Agência Estado

15 de maio de 2014 | 18h49

RIO - Em 1950, Pelé ainda nem sonhava em ser o Rei do Futebol, mas ao ver seu pai, João Ramos do Nascimento, o seu Dondinha, chorando diante de seus companheiros do Bauru Atlético Clube, após ouvir pelo rádio a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo, realizada no Maracanã, fez uma promessa: "Não chora, não. Eu vou ganhar uma Copa do Mundo para o senhor." Ganhou três, a de 1958, 1962 e 1970.

Sessenta e quatro anos depois, a Copa do Mundo volta a ser realizada no Brasil, e Pelé sonha com a possibilidade de revanche sobre a "Celeste". "Em primeiro lugar queria que o Brasil chegasse à final, se eu tivesse força divina faria com que fosse contra o Uruguai. Agora, eu não quero que meu filho me veja chorando, não", disse sorrindo.

As declarações foram feitas durante um evento realizado no Rio para promover o documentário "Pelé Eterno". Na ocasião, o ex-jogador aproveitou para falar novamente sobre os protestos contra a Copa do Mundo.

"O futebol sempre deu alegria ao povo. Os jogadores não tem nada a ver com a corrupção política. Temos uma Copa e Olimpíada vindo aí, que são importantes para o País. O esporte só enaltece o nosso País. Não podemos misturar as coisas", disse.

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