Pelo título, com apoio da torcida

Seleção enfrenta os Estados Unidos na decisão em Johannesburgo

Sílvio Barsetti e Luiz Antônio Prósperi, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

O Brasil pode conquistar hoje pela terceira vez o título da Copa das Confederações, um torneio criado pela Fifa nos anos 90 e que não é levado muito a sério pelas equipes europeias. O adversário é a seleção dos Estados Unidos, sem nenhuma tradição no futebol mundial. O jogo vai ser disputado às 15h30 (de Brasília) no Ellis Park Stadium, em Johannesburgo.   Confira online todos os lancesFirme no cargo, o técnico Dunga, campeão da Copa América de 2007, pode repetir a trajetória do Brasil antes do Mundial de 2006. Com Carlos Alberto Parreira, a seleção também venceu o torneio continental e a última edição da Copa das Confederações. O outro título da competição foi conquistado em 1997, na Arábia Saudita.Um empate leva a decisão para uma prorrogação de 30 minutos. Se no tempo extra persistir a igualdade, o campeão será conhecido após cobranças de pênaltis. Todos, público e atletas dos dois times, torcem para que nada disso seja necessário. Pois a temperatura em Johannesburgo cai rapidamente de noite e com um pouco de vento a sensação térmica é desagradável.Os sul-africanos vão levar suas vuvuzelas (cornetas) para incentivar os brasileiros. Esperam uma final emocionante, com jogadas de efeito principalmente de Kaká e Robinho. Já Dunga, avesso a espetáculos, exige objetividade.Ele vai levar a campo oito virtuais titulares da seleção no Mundial de 2010. As vagas em aberto estão na lateral-direita, posição em que Maicon e Daniel Alves prometem disputa acirrada até o ano que vem; na lateral-esquerda, hoje mais para André Santos; e no meio, com vantagem de Ramires sobre Elano."O Brasil não veio à África do Sul para passear. Nossa equipe entra em todas as competições com o objetivo de vencer", declarou o treinador.Do lado americano, o técnico Bob Bradley já se dá por satisfeito com a façanha de ter eliminado a Espanha, na semifinal. Quer evidentemente o título, mas sabe que seu time deve ser refém da máxima do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que "no futebol há surpresas, milagres não". O vice-campeonato já seria a melhor colocação da equipe em torneios de peso - os EUA foram 3º na Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, e na Copa das Confederações de 1992 e 1999.

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