Pênalti da tevê garante o Brasil

Lance polêmico, visto pelo quarto árbitro, define os 4 a 3 sobre o Egito, que reclama da interferência tecnológica

Luiz Antônio Prósperi, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

Os egípcios saíram desolados do Free State Stadium, ontem, no início da noite (começo de tarde no Brasil). Não conseguiam entender os motivos que levaram o árbitro inglês Howard Webb a dar escanteio e depois mudar para pênalti, aos 44 minutos do segundo tempo, a favor da seleção brasileira. Pênalti que garantiu a vitória do Brasil por 4 a 3. Sem muito o que fazer, entraram com recurso na Fifa. Dunga não quis nem saber da polêmica. "Isso é um problema do Egito, não nosso", disse após o triunfo da seleção na estreia na Copa das Confederações. Opine sobre o jogo, veja mais fotos e a análise do Brasil no torneioO lance polêmico nasceu de uma falta cobrada por Daniel Alves pela direita. Lúcio, dentro da área, mandou a bola para o gol. Al Muhamadi, encostado na trave, evitou o gol desviando a bola com o braço direito. E caiu simulando um choque com a trave. O árbitro inglês apontou escanteio, o bandeirinha também. Os brasileiros cercaram o juiz avisando que o adversário tirara a bola com a mão. Quando se dirigia ao jogador egípcio caído, ele teria recebido um comunicado do quarto árbitro, o austríaco Mattheww Breeze, que, por meio de um monitor de tevê à beira do campo, teria visto o pênalti de Al Muhamadi. Após o suposto alerta de Breeze, Howard mudou de opinião. Naquele momento, o jogo estava 3 a 3. Kaká bateu o pênalti e garantiu a vitória."Foi pênalti, mas o árbitro não deu. Gostaríamos de saber se houve interferência externa. Ele deu escanteio e, depois de três minutos, mudou e deu o pênalti. Foi o tempo de o replay da tevê mostrar que tinha sido pênalti", disse, indignado o auxiliar de Hassan Shehata, técnico do Egito. E emendou: "A Federação Egípcia vai tomar uma providência na Fifa. Queremos saber se mudou a regra sobre o uso da tevê." Pelas regras da Fifa, o uso de imagem de televisão para interferir em uma decisão do árbitro ainda não foi adotado.Arnaldo César Coelho, ex-árbitro da Fifa e hoje comentarista da TV Globo, disse logo, após a partida, que havia conversado com o juiz Howard Webb. "Ele me garantiu que não que teve influência de ninguém para marcar o pênalti. Marcou com a sua consciência."

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