Pênalti duvidoso derruba time B do Santos no Rio

Flamengo joga mal e só se salva no Engenhão com um gol em um lance de muita polêmica no final

LEONARDO MAIA / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h02

O time reserva do Santos, composto por vários garotos da base, merecia melhor sorte do que a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, ontem à tarde, no Engenhão. Com brios e grande esforço para superar a falta de entrosamento e a pouca experiência de alguns jogadores, o Alvinegro praiano suportou um inócuo time rubro-negro até os 42 minutos do segundo tempo, quando um pênalti para lá de duvidoso em cima do ex-santista Ibson (convertido com competência por Bottinelli) decretou o revés, pela quinta rodada do Brasileiro.

Eis o ônus da decisão do técnico Muricy Ramalho de poupar titulares e reservas de maior utilização para a partida contra o Corinthians, quarta-feira, que decidirá um finalista da Libertadores. O Santos fica estagnado nos três pontos, cai para as últimas colocações. No domingo, recebe o Coritiba, na Vila Belmiro.

A verdade é que por muito pouco os suplentes de Muricy não saíram do Rio com um bom resultado. Rentería teve a bola do jogo, mas cabeceou para fora.

A vitória há de ser comemorada pelos flamenguistas, que tiveram desempenho tenebroso contra um adversário inferiorizado tecnicamente. O triunfo, que leva o Rubro-negro aos nove pontos, dá mais fôlego ao contestado técnico Joel Santana, que insistiu na formação com quatro volantes. Até o confronto com o Grêmio, no Olímpico, domingo, Joel deve permanecer.

Com o zagueiro Gustavo Henrique realizando estreia acima das expectativas e Bruno Rodrigo anulando Vagner Love, os donos da casa não criaram uma única chance real de marcar, a não ser no lance que resultou na penalidade contestável.

Antes do jogo, o auxiliar Tata (Muricy viu o jogo de uma cabine, pois treinou o time principal pela manhã) já antecipava as dificuldades: "É uma incógnita. São jogadores novos que precisam ser testados''. E eles foram bem.

Quem esteve mal foi o goleiro Aranha, que saiu em falso por três vezes e parecia hesitante.

Depois de um primeiro tempo sofrível, o jogo melhorou nos 45 minutos finais. Os santistas se soltaram e chegaram com perigo pelas laterais. Assim surgiu o cruzamento de Maranhão que Rentería desperdiçou.

Com a entrada de Bottinelli e Hernane, o Flamengo ganhou força ofensiva e chegou à vitória quando o argentino fez belo passe para Ibson, na área. O volante recebeu o contato de Gerson Magrão e se jogou. O juiz Francisco Carlos Nascimento não atendeu ao quarto árbitro, que considerou o lance normal, e marcou o pênalti, que Bottinelli cobrou para fazer o gol da vitória.

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