Pênalti no fim alivia as vaias a Mano

Brasil derrota a Argentina em Goiânia com uma cobrança de Neymar aos 48 minutos do 2º tempo; torcida critica o treinador e pede a volta de Felipão

VÍTOR MARQUES / GOIÂNIA , ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h02

Técnico precisa mesmo de sorte. Uma cobrança de pênalti perfeita de Neymar, aos 48 minutos do segundo tempo, cessou os protestos dirigidos a Mano Menezes na vitória do Brasil por 2 a 1contra a Argentina no primeiro confronto do Superclássico das América, ontem, em Goiânia.

Antes do gol salvador do craque santista, Mano havia sido chamado de burro e ainda ouviu a torcida pedir pela volta de Felipão, agora livre do Palmeiras. Tudo ia bem, ou pelo menos razoável, até o técnico mexer no time. Na tentativa de virar o jogo, aos 30 minutos do segundo tempo - a seleção estava com problemas-, o técnico sacou Luís Fabiano e Lucas. A torcida não gostou e não deu trégua (leia mais pág, 2).

Acossado pelas vaias, Mano imaginou que as trocas de Lucas por Wellington Nem e Leandro Damião no lugar de Luis Fabiano poderiam mudar o jeito de a seleção jogar. Antes, ele havia trocado Jadson por Thiago Neves na tentativa de dar mais criatividade ao time. Tudo em vão.

Nesse esquema de Mano, com Neymar e Lucas muito abertos nas pontas e um centroavante de área, é mais que urgente alguém que venha de trás. Não é o caso de Jadson, nem de Thiago Neves. Paulinho tentou fazer essa função e também fracassou.

Ainda no primeiro tempo, sem muita conexão no meio e ataque, a seleção compensou a falta de sintonia com superação e vontade extrema de bater um rival que é considerado um verdadeiro inimigo dentro de campo. E teve o domínio do jogo.

Apenas não contava com a boa trama dos Argentinos na saída ao contra-ataque que resultou no belo gol de Burrito Martínez, aos 20 minutos, numa triangulação perfeita. Foi um castigo.

A torcida respondeu com gritos de "Brasil, Brasil" para dar força à seleção antes mesmo de Jefferson buscar a bola no fundo gol. Seis minutos depois, o empate. Assim como costuma fazer no Santos, Neymar cobrou uma falta com precisão dentro da área e, assim como no Corinthians, surgiu Paulinho, dessa vez impedido, para desviar de cabeça: 1 a 1.O segundo tempo foi uma repetição do primeiro, até Desábato colocar a mão na bola no último minuto. Gol de Neymar, alívio para Mano.

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